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Divisão na cúpula do Hamas dificulta negociação com grupo

Vários comandantes foram mortos por Israel e importantes figuras em Gaza discordam das posições do líder no exílio

Gustavo Chacra, O Estadao de S.Paulo

10 de janeiro de 2009 | 00h00

A cúpula do Hamas está dividida sobre qual o melhor rumo a ser tomado no conflito contra os israelenses na Faixa de Gaza. Sem uma liderança unificada, países que servem como mediadores de um cessar-fogo enfrentam dificuldades para definir quem seria a figura ideal para dialogar neste momento.O grupo palestino está órfão de um líder respeitado por todas as facções desde que Israel matou o xeque Ahmed Yassin em um ataque seletivo na Faixa de Gaza, em 2004. No mesmo ano, outro líder que sempre falava em nome do grupo, Abdel Aziz Rantissi, também foi morto pelos israelenses.O nome mais conhecido do Hamas hoje é o de Khaled Meshal. Ele é o principal líder do grupo no exílio. Vive em Damasco e já se encontrou com autoridades internacionais. O problema é que Meshal tem pouco contato com o que acontece na Faixa de Gaza. Desde a Síria, é difícil ele conseguir com que suas ordens sejam cumpridas no território palestino. Primeiro, porque a comunicação está complicada com os bombardeios. Em segundo lugar, porque muitos dos líderes na Faixa de Gaza discordam das suas posições.Duas figuras importantes em Gaza são Mahmud Zahar, que é um dos fundadores do Hamas, e Ismail Haniyeh, que foi primeiro-ministro palestino por um breve período após a vitória do grupo em eleições parlamentares em 2006. Mas, assim como outras lideranças da organização islâmica, eles estão escondidos pois podem ser alvo de ataques israelenses.Outra peça que pode atrapalhar um acordo é o braço armado do Hamas - o Ezzedine al-Kassam -, que pode não respeitar decisões da facção política e seguir com o lançamento de foguetes mesmo depois de um acordo para cessar-fogo, conforme já aconteceu em outras ocasiões. O Jihad Islâmico, outro grupo palestino, também pode se recusar a aceitar um acordo de trégua acertado pelo Hamas e seguir com suas operações contra Israel.

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