Divisão também marcou criação de Israel

Assim como nesta semana em Nova York, a questão árabe-israelense também dividiu aa Nações Unidas 64 anos atrás. Foram 33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções na votação da partilha da Palestina, que culminou na criação do Estado de Israel.

O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2011 | 03h03

Entre os que não apoiaram a divisão, além dos países árabes, estavam Grã-Bretanha, Grécia, Turquia, Argentina, China, México, Colômbia, Chile e Cuba. Mas Estados Unidos e União Soviética, que eram as duas grandes potências da época, defenderam a criação de um Estado judaico e outro árabe.

O Brasil também se posicionou a favor da divisão e teve uma participação importante no processo. A sessão que culminou na criação do Estado de Israel foi presidida pelo embaixador Osvaldo Aranha. Sem os esforços do diplomata brasileiro nos dias que antecederam o voto, talvez os judeus não tivessem conseguido o reconhecimento de seu Estado na comunidade internacional.

Em razão da pressão dos americanos e soviéticos, Aranha, segundo reportagem do New York Times de 30 de novembro de 1947, pediu à ONU que "não aceitasse adiar a votação e aprovasse de imediato a partilha, não levando em conta esforços dos países árabes para um acordo".

Uma das propostas era devolver a questão para a Comissão Ad Hoc sobre a Palestina, sem levar em conta as propostas árabes.

Esses argumentos não convenceram Aranha, que defendia a solução de dois Estados. Hoje, o diplomata dá nome a um kibutz e a uma praça em Israel. / G.C.

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