DNA confirma culpa de americano executado em 1992

Os exames de DNA realizados nos restos mortais de Roger Keith Coleman, executado na cadeira elétrica em 1992, demonstraram que ele foi mesmo o autor do estupro e do assassinato de sua cunhada, Wanda McCoy, informaram fontes oficiais. Os exames de DNA tinham sido ordenados pelo governador da Virgínia, Mark Warner, depois de os advogados da família de Coleman terem insistido em sua inocência.Wanda McCoy, de 19 anos, foi encontrada apunhalada e quase decapitada em um quarto de sua casa na cidade de Grundy (Virginia), em 1981. Os parentes de Coleman disseram que durante o julgamento os advogados e o júri não tiveram conhecimento de que ele tinha um álibi legítimo. "Um inocente será assassinado esta noite", disse Coleman pouco antes de receber a descarga elétrica em 20 de maio de 1992.O caso Coleman se transformou nas últimas semanas em tema de debate nos Estados Unidos entre partidários e adversários da pena de morte, restabelecida nos EUA pela Corte Suprema em 1976.Desde então foram executadas 1.004 pessoas, mais de um terço delas no estado do Texas. Os adversários da pena capital argumentavam que, caso os exames resultassem negativos, isso representaria um "duro golpe" na pena da morte. O resultado positivo, certamente, vai estimular a facção favorável à esse tipo de punição.

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