DNA confirma morte de terrorista mais procurado do Sudeste Asiático

O malaio Noordin Mohammed Top, morreu na quinta-feira na operação policial realizada na região central de Java e que concluiu com três mortes mais

EFE

19 de setembro de 2009 | 06h32

A análise do DNA confirmou que o terrorista mais procurado do Sudeste Asiático, o malaio Noordin Mohammed Top, morreu na quinta-feira na operação policial realizada na região central de Java e que concluiu com três mortes mais, anunciou hoje a Polícia da Indonésia.

O porta-voz da Polícia, Nanan Soekarna, indicou aos jornalistas que deram positivo os resultados de todas as provas de identificação realizadas no cadáver do terrorista que se suicidou com explosivos para evitar sua detenção.

"Tudo se encaixa cem por cento. Com o teste das impressões digitais e a análise de DNA fica confirmado que o cadáver é o do malaio Noordin Mohammed Top", assegurou o porta-voz policial.

Noordin militou na Jemaah Islamiya (YI), a organização considerada pelos analistas o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, e participou de vários atentados até que formou seu próprio grupo em 2005.

Era acusado pelas forças de segurança indonésias pelo último atentado do país contra dois hotéis de luxo em Jacarta em julho no qual morreram nove pessoas.

Também era acusado de organizar o atentado de Bali de 2002, no qual faleceram 202 pessoas, e de planejar o ataque com bombas colocadas no hotel Marriott de Jacarta (2003), na entrada da embaixada da Austrália na capital indonésia (2004) e de novo em Bali (2005).

Após sete anos conseguindo escapar das autoridades, Noordin morreu durante uma operação de sete horas das forças de segurança a uma casa de campo nos arredores da população de Solo, que é considerada pelos especialistas na luta antiterrorista como epicentro do radicalismo indonésio.

Na operação perderam a vida três supostos terroristas e outras tantas pessoas ficaram feridas, entre elas uma mulher grávida que se encontrava na casa.

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