DNA de herdeiros do grupo Clarín vai investigar ditadura

Felipe e Marcela Noble Herrera compareceram hoje de manhã ao Corpo Médico Legista, no centro portenho, para fazer exame de DNA que vai indicar se são ou não filhos de desaparecidos da última ditadura militar argentina (1976-83).

ARIEL PALACIOS, Agencia Estado

29 de dezembro de 2009 | 10h48

Os jovens, herdeiros do Grupo Clarín, atualmente com 33 anos, foram adotados por Ernestina Herrera de Noble em 1976, poucos meses depois do golpe militar que implantou a ditadura que assassinou 30 mil civis e sequestrou 500 bebês, filhos dos prisioneiros políticos.

O exame de DNA era uma exigência das Avós da Praça de Mayo, organização de defesa dos Direitos Humanos que procura há três décadas o paradeiro das cinco centenas de crianças sequestradas. Diversas famílias com filhos desaparecidos durante o regime militar pretendem saber se Felipe e Marcela são seus netos sequestrados.

No entanto, o juiz federal Conrado Bergessio somente autorizou a comparação das amostras genéticas dos jovens com o DNA de duas famílias que abriram um processo na Justiça para exigir a identificação dos herdeiros do Clarín. Desta forma, o DNA dos herdeiros do Grupo Clarín não será comparado com as centenas de outras amostras que integram o Banco Genético. As Avós da Praça de Mayo protestaram contra a restrição.

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