Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

DNA de Strauss-Kahn foi encontrado em roupa de camareira, diz TV

Segundo 'NBC' e 'ABC', sêmen do ex-chefe do FMI teria sido encontrado; polícia e Justiça não confirmam

estadão.com.br,

23 de maio de 2011 | 19h04

Atualizada às 20h39

 

NOVA YORK - O DNA do ex-diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, foi encontrado na roupa da camareira do hotel Sofitel que o acusou de tentativa de estupro. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 23, pelas redes de TV ABC e NBC, dos Estados Unidos, onde Strauss-Kahn está em prisão domiciliar após deixar a prisão na sexta-feira. 

 

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A Justiça e a polícia de Nova York, contudo, não negaram nem sequer confirmaram a informação sobre o DNA, segundo a AFP. A agência também lembra que a divulgação dos resultados dos exames de DNA eram esperados para o começo desta semana.

 

Segundo a Efe, a NBC teria citado fontes ligadas à investigação do caso e teria dito que os exames de DNA nas roupas da funcionária do hotel deram positivo para a informação genética do ex-chefe do FMI. Ainda segundo a TV, a investigação ainda continua, e "outras provas" estariam sendo analisadas, retiradas do quarto do Sofitel onde, no dia 14 de maio, Strauss-Kahn teria tentado estuprar a camareira.

 

Gola

 

A polícia colheu amostras de DNA ao prender o ex-chefe do FMI, que renunciou ao cargo na semana passada após sofrer forte pressão. O material colhido teria sido comparado com o encontrado na gola da camisa da camareira, uma imigrante de 32 anos da Guinea.

 

Ainda segundo a Efe, jornais americanos como o New York Times teriam confirmado que sêmen de DSK, como o ex-chefe do FMI de 62 anos é conhecido na França, foi encontrado na roupa da funcionária. O jornal publicou também a informação de que a polícia de Nova York já teria notificado as autoridades francesas sobre o resultado dos exames. Strauss-Kahn é francês.

 

Sexo consensual

 

Um porta-voz da Procuradoria em Nova York, Erin Duggan, disse à AFP na manhã desta segunda-feira que detalhes sobre as investigações não seriam revelados. A agência informa que Duggan manteve sua posição de não revelar informações à tarde.

 

A presença do DNA de Strauss-Kahn nas roupas da camareira pode confirmar se houve ou não relação sexual entre os dois. Mas, segundo analistas, é mais difícil provar se houve violência. A defesa do ex-chefe do FMI insiste que houve sexo consensual com a camareira.

 

Tornozeleira

 

Strauss-Kahn renunciou ao cargo no FMI após ter sido preso sob acusação de crimes sexuais, em Nova York, no sábado, 21. Ele foi colocado em prisão domiciliar após o pagamento de fiança de US$ 1 milhão e de deixar garantias no valor de US$ 5 milhões para assegurar que não fugiria do país. Como parte do acordo com a Promotoria, ele usa uma tornozeleira para informar sua localização à polícia e precisou entregar os documentos de viagem às autoridades.

  

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Com Efe

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