DNA inocenta homem há 20 anos no corredor da morte

Hoje caíram as acusações contra um homem que passou 20 anos no corredor da morte, na Pensilvânia, por um crime que não cometeu. A decisão tornou Nicholas Yarris o primeiro condenado à morte inocentado por evidências de DNA, mas ele continuará na prisão dependendo da apelação por crimes que cometeu depois de fugir da polícia, 15 anos atrás.O promotor Sheldon Kovach arquivou, hoje, a moção para remover as denúncias por rapto e assassinato de uma mulher, em 1981, na área da Filadélfia.Yarris, agora com 42 anos, disse ao juiz William Toal, do condado de Delaware, que não deseja mal ao sistema judicial e seus funcionários. ?Eu lhes desejo o bem?, disse. ?A despeito dos 22 anos em que a comunidade fez o que pôde para me matar, eu usei essa oportunidade para tornar-me um homem bom.?Sua família e advogados dizem esperar ter Yarris em casa no Natal.?Seria o maior presente de Natal da minha vida?, disse sua mãe, Jayne Yarris.Um juiz derrubou a condenação de Yarris, de 1982, em setembro porque testes de DNA provaram que o material genético encontrado sob as unhas da vítima, em suas roupas de baixo e num par de luvas, que se pensou pertencer ao criminoso, não era de Yarris.Yarris insistiu por duas décadas que era inocente do rapto e assassinato de Linda Mae Craig, de 32 anos. Em seu julgamento, a acusação argumentou que ele estava transtornado porque fora enganado por uma namorada e liberou sua raiva raptando e matando Craig, uma desconhecida.Guardas da prisão e um preso testemunharam que Yarris confessara o envolvimento no crime, quando foi preso por uma outra acusação não relacionada. Yarris, porém, explicou que havia fingido conhecimento do assassinato porque achava que os promotores o tratariam favoravelmente nesse outro caso se pensassem que poderiam usá-lo como testemunha.Yarris foi condenado à morte em 1983. Ele fugiu em fevereiro de 1985, quando pediu aos policiais que o conduziam para usar o banheiro, enquanto era escoltado da prisão para o tribunal. Foi recapturado um mês depois, na Flórida.

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