DNA liberta homem condenado por estupro há 20 anos

Um juiz ordenou, nesta quinta-feira, a libertação de um detento de Baltimore que passou 20 anos preso por um estupro que, exames de DNA provaram, ele não cometeu. "Estou muito feliz por ter saído", disse Bernard Webster, hoje aos 40 anos, enquanto acenava para jornalistas ao sair da Corte Distrital do Condado de Baltimore como homem livre. Ele se recusou a conversar por mais tempo.Mais cedo, o juiz distrital Christian Kahl ordenara sua libertação durante audiência. "Não há nada que alguém possa alegar para justificar o que aconteceu neste caso", disse Kahl a Webster. "Às vezes, a Justiça é lenta. No seu caso, ela foi lenta demais." Webster tinha 19 anos quando uma professora de 47 anos o identificou como o homem que invadiu sua casa em Towson e a estuprou, em 1982.Mesmo antes da decisão de hoje, Webster poderia ter saído da cadeia em fevereiro. No entanto, ele não poderá buscar indenização do Estado pelo tempo que passou na prisão, disseram seus advogados. Ele também não tem família, emprego nem onde morar.John Cox, um assistente da promotoria, alegou que a tecnologia para inocentá-lo não existia há 20 anos.O defensor público Stephen Harris disse que Webster poderia morar com uma irmã de criação, mas comentou que eles não se vêem há 20 anos.Segundo o Projeto Inocência, de filantropia, Webster é a terceira pessoa em Maryland e a 115ª nos Estados Unidos a ser libertada com a ajuda do exame de DNA. A vítima do estupro de 1982 disse estar triste com o desdobramento do caso. "Você não pode imaginar o quanto", comentou.

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