Stefani Reynolds/Pool via EFE/EPA
Stefani Reynolds/Pool via EFE/EPA

Do combate à covid-19 ao controle de armas: iniciativas de Biden nos primeiros 100 dias

Conheça algumas propostas do presidente americano e como ele está se saindo em cada uma delas

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2021 | 05h00

WASHINGTON - Os primeiros 100 dias de governo do americano Joe Biden surpreenderam muitos políticos e analistas americanos. Veja algumas das principais iniciativas de Biden nesse período e como ele se saiu em cada uma.

Combate à covid-19

A principal promessa de Biden quanto ao combate à covid-19 foi vacinar 100 milhões de americanos em seus 100 primeiros dias de governo. Cerca de 290 milhões de doses já foram distribuídas, mais de 230 milhões administradas e cerca de 96 milhões de cidadãos estão totalmente vacinados, 29% da população.

A campanha de vacinação de Biden capitalizou esforços iniciados por seu antecessor, Donald Trump, para fabricar e distribuir as vacinas, mas ele acrescentou locais de vacinação em massa e mobilizou agências do governo para ajudar no trabalho de distribuição.

Empregos e recuperação econômica

Biden dedicou a maior parte de suas primeiras semanas à aprovação de um projeto de lei de estímulo de US$ 1,9 trilhão para limitar as consequências econômicas da pandemia.

O Plano Americano de Resgate, aprovado mesmo com a oposição dos republicanos, cumpriu a principal promessa econômica feita por Biden na campanha: cheques para os americanos.

Impulsionado pelo plano de estímulo para famílias e negócios e também pela distribuição contínua das vacinas, o crescimento econômico deve passar de 7% neste ano, o mais veloz desde 1984. Ele viria na esteira da contração de 3,5% do ano passado, o pior desempenho em 74 anos. Quase um milhão de empregos foram criados em março, mais do que os 379 mil de fevereiro.

Política externa

Biden se mostra inesperadamente duro na política externa. Ele impôs sanções à Rússia em reação à interferência de Moscou nas eleições de 2020 e a um ataque cibernético maciço atribuído à Rússia e chamou o presidente Vladimir Putin de "assassino". 

O presidente democrata manteve as sanções da era Trump ao Irã e se recusou a suspendê-las como condição para Teerã se envolver em negociações diretas sobre seu programa nuclear. Manteve as tarifas comerciais impostas à China, permitiu que diplomatas dos EUA visitassem Taiwan e aumentou a pressão sobre Pequim devido à sua repressão aos ativistas democráticos de Hong Kong.

Imigração

Biden reverteu rapidamente algumas das políticas imigratórias rígidas de Trump, mas tem dificuldade em conter o aumento expressivo de imigrantes na fronteira com o México. Ele suspendeu a maior parte da construção do muro de fronteira de Trump e reverteu a proibição adotada pelo ex-presidente à entrada de pessoas de 13 países africanos e de maioria muçulmana pouco depois de tomar posse.

O presidente ainda prometeu aumentar o número de refugiados acolhidos no país, mas depois recuou e manteve o teto historicamente baixo de Trump para este ano.

Armas e reforma policial

Os massacres a tiros nos EUA, que diminuíram durante os lockdowns para conter a covid, voltaram a aumentar em 2021, o que mostra quão pouco poder imediato Biden tem como presidente para mudar a cultura permissiva de porte de armas do país.

O presidente pede mudanças legais abrangentes, incluindo a proibição de armas de assalto de estilo militar e pentes de munição de grande capacidade, mas elas precisam ser aprovadas no Congresso.

Ele não cumpriu a promessa de encomendar relatórios sobre as reformas de supervisão de armas do Departamento de Justiça ou sobre as falhas do programa de verificação de antecedentes. / REUTERS

 

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