Doadores oferecem US$ 16 bi em ajuda ao Afeganistão

Doadores internacionais ofereceram neste domingo US$ 16 bilhões em ajuda para o desenvolvimento do Afeganistão até 2015 a fim de mostrar que não haverá um êxodo em massa do país após a maioria dos soldados estrangeiros deixar a região em dois anos. Eles ressaltaram que a ajuda será observada de perto para assegurar que não será desperdiçada em má gestão ou corrupção.

AE, Agência Estado

08 de julho de 2012 | 13h43

Os doadores fazem parte de cerca de 70 países e organizações que, num dia de conferência em Tóquio, fizeram um acordo para a ajuda até e depois de 2014, quando a maioria dos soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deixará o país, que assumirá a responsabilidade pela maioria de sua segurança.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que o país enfrenta uma longa estrada adiante, mas prometeu melhorar a segurança e lutar contra a corrupção. Os US$ 16 bilhões até 2015 estão próximos do que o Banco Mundial acredita ser o necessário para o Afeganistão sustentar a transição. A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse que os EUA, o maior doador, planejam manter sua assistência até 2017 numa quantia perto da média da última década, que deve ser abaixo de US$ 2 bilhões por ano.

O segundo maior doador é o Japão, que afirmou fornecer até US$ 3 bilhões até 2016. A Alemanha anunciou que vai manter sua contribuição para reconstruir e desenvolver o país em seus níveis atuais de US$ 536 milhões por ano, pelo menos até 2016. O Banco de Desenvolvimento da Ásia afirmou que oferecerá US$ 1,2 bilhão até 2016. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Afeganistãoajuda

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.