Doadores prometem US$ 1,1 bilhão ao Quirguistão

Doadores internacionais se comprometeram hoje a doar US$ 1,1 bilhão para ajudar o governo do Quirguistão a reconstruir o país após um mês de violência étnica e política. O auxílio será alocado ao longo de 30 meses, numa boa notícia para o governo provisório do país, que precisa estabilizar o Quirguistão antes das eleições parlamentares de outubro.

AE-AP, Agência Estado

27 de julho de 2010 | 15h43

"O mundo veio com velocidade e resolução em auxílio à república quirguiz", disse um funcionário do Banco Mundial, Theodore Ahlers, após participar do encontro de doadores na capital do Quirguistão, Bishkek. A economia quirguiz deverá sofrer retração de 5% neste ano, num forte contraste com as projeções iniciais, que previam uma expansão de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), antes que o ex-presidente Kurmanbek Bakiyev fosse derrubado num motim, em abril.

A ajuda, que estará disponível em 2010, totaliza US$ 600 milhões e deverá financiar o funcionamento do setor público do país, ajudar a recuperação econômica e construir infraestrutura. Funcionários das organizações doadoras disseram estar confiantes de que o governo quirguiz gastará o dinheiro de maneira correta, apesar do país ter sido criticado pela corrupção e a falta de transparência no passado.

Confrontos

Em junho, centenas de pessoas, em grande parte da etnia usbeque, foram mortas na cidade de Osh, no sul do país, em confrontos étnicos entre quirguizes e usbeques. A violência se espalhou mais tarde para a cidade de Jalal-Abad e forçou 400 mil usbeques à fuga. Os dados oficiais indicam que 351 pessoas foram mortas e pelo menos 2.300 casas foram destruídas, enquanto muitos supermercados e lojas foram saqueados.

A presidente interina do Quirguistão, Roza Otunbayeva, disse que o controle será mantido sobre os programas de reconstrução, uma vez que a nova Constituição, adotada num referendo em julho, fortaleceu as leis contra a corrupção. Otunbayeva disse que US$ 100 milhões serão destinados à reconstrução da economia de Osh, e que pelo menos US$ 350 milhões são necessários para reconstruir as casas destruídas em Osh e Jalal-Abad.

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