Doadores prometem US$6,4 bilhões em ajuda ao Iêmen

Doadores internacionais prometeram nesta terça-feira 6,4 bilhões de dólares em ajuda ao Iêmen, o que poderá atender às necessidades financeiras imediatas do país que passa por uma transição para a democracia em meio a uma crise humanitária e de segurança.

ANGUS MCDOWALL, Reuters

04 de setembro de 2012 | 18h13

O Iêmen, país mais pobre da Península Árabe, viveu um ano de rebelião até que em fevereiro o presidente Ali Abdullah Saleh aceitou renunciar. As turbulências deixaram o Iêmen à beira da falência, e permitiram um fortalecimento da "filial" local da Al Qaeda.

"Mais de 10 milhões de iemenitas dormem e acordam de manhã sem (saberem se) vão ter comida para o dia", afirmou Ismail Ould Cheikh Ahmed, coordenador local da ONU, acrescentando que 54 por cento da população vive abaixo da linha de pobreza.

Antes, autoridades iemenitas haviam dito que precisariam de uma ajuda de 4,7 bilhões de dólares para equilibrar o orçamento nacional e reconstruir a economia até o final do período oficial de transição, em fevereiro de 2014.

Delegados ocidentais na conferência de doadores disseram que o valor prometido deve ser suficiente em curto prazo, e que novas quantias podem ser liberadas num próximo encontro, marcado para este mês na sede da ONU em Nova York.

Mais da metade da ajuda anunciada nesta terça, 3,25 bilhões de dólares, já tinha sido prometida pela Arabia Saudita em um encontro dos doadores internacionais em maio.

Estados Unidos e Grã-Bretanha estão entre os outros doadores principais.

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