Docentes gregos devem fazer greve na próxima semana

Professores gregos devem realizar uma série de greves que durarão ao todo cinco dias a partir da próxima segunda-feira. A medida dos docentes tem como objetivo protestar contra a redistribuição de profissionais e contra as demissões exigidas pelos credores internacionais do país.

AE, Agência Estado

10 Setembro 2013 | 05h01

A medida foi anunciada nesta segunda-feira quando escolas em todo o país abriram os portões no primeiro dia depois das férias de verão.

O Ministério da Educação pretende redistribuir cerca de 3.500 professores do ensino secundário de matérias consideradas como não prioritárias [línguas estrangeiras, artes, música, teatro, TI] para escolas primárias ou postos administrativos.

O professores do sindicato Olme chamou as transferências de um "duro golpe" para o ensino secundário, argumentando que as cargas de trabalho dos professores têm aumentado em duas horas por semana para cobrir as lacunas criadas.

Em uma ação relacionada, a Universidade de Atenas anunciou uma paralisação de uma semana em protesto contra a transferência de profissionais que afetará algumas pessoas de sua equipe administrativa. "A Universidade encontra-se em um completo beco sem saída. Ela não será capaz de operar", disse o reitor da Universidade, Theodosis Pelegrinis, a repórteres.

A Grécia concordou em colocar 12,5 mil funcionários públicos em um programa de redistribuição até o final de setembro, como parte de uma reestruturação geral do seu setor público em troca da próxima parcela de seus empréstimos de resgate da UE e do FMI.

Os funcionários públicos têm de aceitar novos postos ou passar oito meses com salários reduzidos enquanto postos alternativos são procurados, com o risco de perder seus empregos por completo.

O governo já redistribuiu cerca de 4 mil funcionários públicos até o final de julho, em sua maioria docentes.

No geral, a Grécia concordou em redistribuir um total de 25 mil funcionários públicos e cortar 4 mil empregos estatais até o final do ano, como parte de cortes de gastos públicos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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