Documentário alemão investiga finanças pessoais de Hitler

Um novo documentário produzido para a televisão alemã revela que o ditador Adolf Hitler gostava de dinheiro e desfrutava de uma vida de luxúria. "Hitler via a si mesmo como um gênio não reconhecido e, para mudar essa situação, foi muito interessado no poder, dinheiro e ascensão social", disse Ingo Helm, o jornalista e cineasta de 47 anos que fez o filme Hitler´s Money (Dinheiro de Hitler), a ser exibido na estação de televisão de propriedade do Estado, ARD, em entrevista ao jornal The New York Times. Segundo o jornalista, o fato de Hitler ter sido pobre na infância o constrangia profundamente. No livro autobiográfico Mein Kampf, Hitler enfatizou a dura luta pela existência do "emergente" que ascendeu por seus próprios esforços a uma posição mais alta na vida. De acordo com Helm, Hitler não fez muita distinção entre o seu dinheiro e o do Partido Nazista - e mesmo o dinheiro do Estado. Na construção da sua residência de verão em Obersalzberg ou na formação da sua coleção de arte, por exemplo, Hitler usou livremente recursos do Estado. E também nunca pagou impostos. Boa parte de sua fortuna veio dos royalties que Mein Kampf rendeu, livro até hoje proibido na Alemanha. Durante sua época como líder alemão, todo o casal que oficializava o matrimônio recebia um exemplar de Mein Kampf dado pela comunidade local, que era obrigada a comprá-lo do editor. Helm diz que Hitler ganhou 7,8 milhões de reichsmarks com o livro. Estima-se que um reichsmark valeria hoje em dia entre US$ 5 e US$ 8.

Agencia Estado,

08 Agosto 2002 | 16h36

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