Documento da ONU cita alta da prostituição na Palestina

Um relatório publicado pela ONU Mulheres aponta que a vulnerabilidade econômica e a violência sexual estimulam o aumento da prostituição entre famílias muçulmanas nos territórios palestinos. Pais e maridos são os principais agenciadores das vítimas e 96% das mulheres sofreram algum tipo de violência antes de se prostituir.

AE, Agência Estado

31 de julho de 2011 | 10h53

O estudo da ONU, que entrevistou 243 pessoas, entre prostitutas, agenciadores e clientes, afirma que 64% das mulheres são obrigadas a trabalhar com sexo. O pagamento não é feito apenas em dinheiro, mas também em itens de extrema necessidade, como roupas, alimentos ou até mesmo créditos para celular. De acordo com dados de organizações não governamentais (ONGs) palestinas, até um milhão de mulheres estão envolvidas com prostituição na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Estatísticas oficiais palestinas apontam que apenas 15% das mulheres têm emprego. Em 36,5% dos casos, as mulheres ingressam na prostituição através do pai; mais de 38% são agenciadas pelos próprios maridos. O relatório cita o caso de uma mulher de Ramallah que foi encorajada pelo marido a se prostituir para ajudar a pagar as dívidas da casa. Ela teve dois filhos.

O documento cita ainda casos de tráfico de mulheres. Desempregadas, as palestinas recebem propostas para atuar como empregadas domésticas e ganham documentação falsa para cruzar os postos de checagem até Jerusalém, onde acabam em casas de prostituição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.