AP Photo/Dmitry Lovetsky
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Kremlin desmente acusações de que hackers russos invadiram sistemas eleitorais americanos

Com base em um documento secreto da NSA, site ‘The Intercept’ informou que membros da inteligência da Rússia atacaram empresas privadas que ofereciam serviços de inscrição eleitorais às autoridades locais

O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2017 | 04h38
Atualizado 06 de junho de 2017 | 08h38

MOSCOU - O Kremlin desmentiu de forma categórica nesta terça-feira, 6, a informação da imprensa americana de que, segundo um documento secreto da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), hackers do serviço de inteligência militar russo tentaram invadir os sistemas eleitorais dos EUA antes da votação presidencial de 2016.

"Estas afirmações não correspondem à a realidade", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. "Desmentimos de maneira veemente qualquer possibilidade de que isto possa ter acontecido", completou. "Não ouvimos nenhum argumento que confirme a autenticidade das informações.”

O site The Intercept, com base em um documento secreto da NSA, afirmou na véspera que hackers da inteligência russa tentaram diversas vezes entrar nos sistemas eleitorais americanos antes da eleição presidencial.

De acordo com o documento de 5 de maio da NSA, consultado pelo site, os hackers atacaram durante vários meses empresas privadas que ofereciam serviços de inscrição eleitorais às autoridades locais. As tentativas prosseguiram até quase o dia da eleição, 8 de novembro.

Apesar de o documento ter sido divulgado anonimamente, a suposta autora foi identificada pelo Departamento de Justiça como Reality L. Winner, de 25 anos, após sua prisão no fim de semana.

Acusada de divulgar informações secretas de inteligência para um meio de comunicação, a jovem analista da consultora Pluribus International supostamente facilitou o acesso ao documento.

Reality L. Winner, que foi detida no Estado da Geórgia e acusada de crime contra a segurança nacional, tinha autorização para administrar informações qualificadas como "altamente secretas". / AFP e EFE

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