AFP PHOTO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA AND AFP PHOTO / MANDEL NGAN AND Ethan Miller
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Documentos apontam envolvimento de outra advogada de Trump no caso com atriz pornô

Jill A. Martin teria assinado contratos como parte de um processo confidencial; ela aparece nos arquivos como ‘EC LLC’, que se refere a uma empresa fundada pelo representante do presidente para pagar US$ 130 mil a Stephanie Clifford em troca de seu silêncio

O Estado de S.Paulo

15 Março 2018 | 12h08

WASHINGTON - Uma segunda advogada ligada ao presidente dos EUA, Donald Trump, esteve envolvida das ações legais para evitar que a atriz pornô Stephanie Clifford - conhecida na indústria como Stormy Daniels - falasse sobre o suposto affair que teve com o magnata, segundo apontam novos documentos divulgados.

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A advogada Jill A. Martin assinou os documentos apresentados no dia 22 de fevereiro como parte de um processo confidencial. Nos arquivos, ela aparece como conselheira “EC LLC”, embora seu endereço seja o do clube de golfe de Trump em Los Angeles.

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“EC” parece se referir a uma empresa fundada pelo advogado pessoal do presidente, Michael Cohen, para realizar um pagamento de US$ 130 mil a Stephanie em troca de seu silêncio nos últimos dias da campanha presidencial de 2016. Ele reconheceu que pagou a quantia, mas disse que foi reembolsado e negou que a campanha e a Organização Trump estivessem envolvidas na transação.

O advogado da atriz, Michael Avenatti, confirmou a autenticidade dos novos documentos à agência de notícias Associated Press. A emissora CNN e o jornal The Wall Street Journal foram os primeiros a reportar sua existência. Os documentos mostram que “diante das declarações do sr. Cohen, não há diferença entre EC LLC e a Organização Trump / Donald Trump”, afirmou Avenatti.

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Em um comunicado divulgado na noite de quarta-feira, a empresa do republicano disse que Martin trabalhou no caso por “motivos pessoais” e a companhia “não participou do assunto”. A Casa Branca diz que Trump nega o relacionamento com Stephanie.

No começo do mês, a atriz apresentou um pedido de anulação de seu acordo de confidencialidade pois ele foi firmado somente por ela e Cohen, e não conta com a assinatura de Trump. Stephanie chegou a se oferecer para devolver o dinheiro que cobrou por se comprometer a não falar sobre o caso. Segundo o documento, ela afirma que começou uma “relação íntima” com Trump em 2006 e esta se prolongou até “o começo de 2007”. / AP

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