Chris Jackson/Reuters
Chris Jackson/Reuters

Documentos apontam que adolescente tentou matar a rainha Elizabeth II em 1981

Segundo serviços de inteligência, Christopher Lewis disparou com um rifle calibre 22 contra o veículo no qual viajava a monarca, mas errou o tiro; autoridades teriam optado por esconder o fato para cobrir uma séria falha de segurança

O Estado de S.Paulo

01 Março 2018 | 08h40

SYDNEY, AUSTRÁLIA - Um adolescente neozelandês tentou assassinar a rainha Elizabeth II durante a visita dela em 1981 à cidade de Dunedin, na Ilha Sul, Nova Zelândia, de acordo com informações reveladas nesta quinta-feira, 1.º, por meio de documentos dos serviços de inteligência. Contudo, a polícia local decidiu manter o caso secreto.

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No dia 14 de outubro de 1981, Christopher Lewis, então com 17 anos, disparou com um rifle calibre 22 contra o veículo Rolls Royce no qual viajava a rainha, mas errou o tiro.

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Lewis, que foi detido pouco depois por assalto à mão armada, confessou às autoridades o fracassado plano para matar a monarca. Os oficiais decidiram não formular uma acusação de traição, considerando que ele não esteve perto de acertar o disparo, de acordo com o jornal New Zealand Herald.

Um documento divulgado pelos Serviços de Inteligência e Segurança (SIS, na sigla em inglês) afirma que "Lewis tentou originalmente matar a rainha", mas que não contava com uma espingarda potente, nem uma mira adequada.

O detido afirmou pertencer a uma organização de ultradireita chamada Exército da Guerrilha Imperial Nacional, que contava, segundo ele, com outros membros: “Urso Polar” e “Boneco de Neve”. Dois adolescentes foram presos, embora Lewis tenha afirmado posteriormente que a organização era na verdade uma invenção sua.

O ex-policial Tom Lewis, originalmente designado para este caso, disse ao jornal que a polícia encobriu o fato e inclusive foi destruído o depoimento do acusado. Os documentos indicam que as autoridades optaram por esconder o caso provavelmente para cobrir uma séria falha na proteção da comitiva real que pudesse dissuadir a rainha de voltar a visitar o país.

Depois que este incidente tornou-se público, o comissário da polícia neozelandesa, Mike Brush, pediu a revisão do "histórico caso". "Com a passagem do tempo, acreditamos que a avaliação de arquivos antigos e o material associado levará algum tempo. A polícia da Nova Zelândia compartilhará os resultados das avaliações assim que forem concluídas", afirmou uma porta-voz da instituição.

Outra nota do SIS afirma que “a rainha estava protegida por edifícios salvo em quatro ocasiões, durante dois segundos”. Além disso, indica que os exames balísticos “mostraram depois que era mais provável que a bala tivesse passado muito acima da multidão”.

Lewis, que mais tarde foi acusado pelo assassinato de uma mulher neozelandesa, se suicidou em 1997 em uma prisão do seu país. / EFE e AFP

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