Documentos sobre 11 de setembro são "delicados", diz Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que sua equipe está cooperando com uma comissão independente que investiga os atentados de 11 de setembro de 2001, mas não revelou se a Casa Branca entregará documentos que circularam pelo alto escalão do governo americano e poderiam ser requisitados via intimação judicial. "São documentos muito sensíveis", comentou o presidente. Segundo ele, o conselheiro da Casa Branca Alberto Gonzales está negociando com Thomas Kean, presidente da comissão, para resolver o assunto."O presidente está correto nos dois casos", comentou Al Felzenberg, porta-voz da comissão. "Trata-se realmente de documentos muito sensíveis. É por isso que estamos negociando. Trata-se de coisas que você não pode entregar nas mãos de qualquer um." Porém, Kean lembrou que a comissão precisa de determinadas informações para fazer seu trabalho corretamente.A comissão bipartidária de 10 membros tem até 27 de maio de 2004 para concluir um relatório que também tratará de questões envolvendo aplicação da lei, diplomacia, imigração, aviação comercial e fluxo de bens ligados a organizações consideradas "terroristas" pelos EUA. As declarações de Bush foram feitas em conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, depois de uma reunião com seus principais conselheiros sobre o Iraque.

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