Documentos vazados indicam que ANP é aliada de Israel, diz Hamas

Palestinos teriam feito ofertas de concessões secretas aos israelenses por acordo de paz

Efe

24 de janeiro de 2011 | 09h18

GAZA - O movimento radical Hamas, que atualmente controla a Faixa de Gaza, considera que os documentos secretos das negociações de paz entre israelenses e palestinos divulgados pela rede de televisão Al-Jazira demonstram que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) está aliada com Israel.

 

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"Os documentos divulgados desde a noite de domingo são uma clara evidência de que a Autoridade Palestina coopera secretamente com a ocupação (israelense) e reflete seu papel para eliminar a justa causa palestina", expressou em comunicado o porta-voz do Hamas em Gaza, Sami abu Zuhri.

 

O porta-voz afirmou que o material filtrado "demonstra a conspiração da autoridade do Fatah com a ocupação, sobretudo nos assuntos mais essenciais, como Jerusalém e os refugiados".

 

Para Zuhri, o denominado "Wikileaks palestino" prova que a ANP "colabora com a ocupação contra a resistência armada em Gaza e na Cisjordânia", "coopera para manter o bloqueio a Gaza" e "esteve envolvida" na ofensiva militar israelense contra a faixa no fim de 2008, na qual morreram mais de 1,4 mil palestinos, em sua maioria civis.

 

"Estes documentos são outra prova da decadência política e de segurança da autoridade dirigida por (o presidente palestino Mahmoud) Abbas. A difusão de mais documentos mostrará o lado mais feio da Autoridade (palestina) e sua conexão com a ocupação (israelense)", indicou.

 

A Al-Jazira iniciou na noite do domingo a divulgação do material secreto sobre as negociações de paz no Oriente Médio. São cerca de 1,7 mil páginas de correspondência diplomática, atas de reuniões entre os negociadores israelenses e palestinos com os mediadores americanos, documentos internos de trabalho, e-mails e mapas que correspondem a negociações mantidas entre 1999 e 2010.

 

A rede assegura que os negociadores palestinos fizeram a Israel "propostas sem precedentes" e concessões em questões como o controle de Jerusalém e da Esplanada das Mesquitas.

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