Doenças ameaçam vítimas de enchentes no Paquistão

Febre e diarréia estão se espalhando nas áreas afetadas pelas fortes chuvas

Agência Estado e Associated Press

13 de agosto de 2010 | 12h48

 

MULTAN - Casos de febre e diarreia estão se espalhando entre as vítimas das piores enchentes em décadas no Paquistão, disseram nesta sexta-feira, 13, funcionários do governo. As chuvas estão novamente elevando o volume de água nos rios já transbordados no sul do país - o que pode causar mais destruição.

 

As enchentes que afetaram 14 milhões de pessoas e cerca de um quarto do país representam mais um problema para um governo já fraco, que luta com problemas econômicos e ataques de militantes da Al-Qaeda e do Taleban. Cerca de 1.500 pessoas morreram desde que as chuvas torrenciais tiveram início, mais de duas semanas atrás.

 

"A crise enfrentada pelo Paquistão não é apenas enorme, ela ainda está se desdobrando", disse o porta-voz da agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU), Adrian Edwards. A entidade afirmou que o limitado acesso à água limpa e as condições precárias de higiene em campos improvisados elevam o risco de doenças como diarreia, malária e dengue.

 

Na área de Multan, província de Punjab, trabalhadores de saúde registraram pelo menos mil crianças com doenças como gastroenterite nos últimos dias, disse o médico Mumtaz Hussain, que trabalha no principal hospital público da região. Grandes partes de Multan estão debaixo d''água há dias.

 

China

 

Novos deslizamentos de terra mataram 29 pessoas e deixaram 24 desaparecidas no noroeste e também no sudoeste da China, enquanto as enxurradas ameaçam mais devastação e dificultam o trabalho de resgate.

 

O Centro Nacional do Clima do governo chinês informou que mais chuvas são esperadas na província de Gansu nos próximos dias e o risco de novos deslizamentos ao longo do rio Bailong era "relativamente alto". Oficiais do exército chinês, contudo, disseram que a ameaça de deslizamentos provocados pela formação de lagos com sedimentos, mais ao norte do rio Bailong, foi descartada após trabalhos dos militares.

 

As tendas montadas nos centros de abrigo estavam lotadas pelas pessoas que escaparam do desastre, e as vítimas traumatizadas diziam que as chuvas e enxurradas de hoje foram uma lembrança dos deslizamentos que atingiram três vilarejos no distrito de Zhouqu, na Gansu. Centenas de casas foram completamente soterradas e o número oficial de mortos no fim da tarde de hoje (horário local) estava em 1.156. Pelo menos 588 pessoas estão desaparecidas em Zhouqu.

 

As chuvas na noite da ontem provocaram mais deslizamentos durante a madrugada na cidade de Longnan e no condado de Tianshui, ambos próximos a Zhouqu, matando 24 pessoas e deixando 24 desaparecidas, informou a agência Xinhua, citando o governo provincial.

 

O boletim informa que 10.556 pessoas foram retiradas de áreas de risco em Longnan, mas mais de 3.000 ainda estão isoladas na região. Enquanto isso, deslizamentos de terra mataram outras cinco pessoas no condado de Mianzhu, na área rural da província de Sichuan, sudoeste da China. A Xinhua informa que pelo menos 500 pessoas ficaram isoladas na área.

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