Doenças mataram mais de 30 mil pessoas durante obra

Documentário narra como um dos maiores projetos de engenharia da história formou identidade panamenha

Murillo Ferrari, enviado especial, O Estado de S. Paulo

16 de agosto de 2014 | 19h28

CIDADE DO PANAMÁ - No dia 15 de agosto de 1914, quando o capitão John Constatine completou a primeira travessia do Canal do Panamá com a embarcação Ancon, um sonho centenário - encurtar a distância entre os Oceanos Atlântico e Pacífico - tomou forma.

A obra, considerada uma das mais importantes do século 20, porém, foi cercada de dificuldades, imprevistos e mortes - estima-se que mais de 30 mil pessoas morreram, em razão da febre amarela e da malária.

Iniciada em 1881 pela França, sob comando do conde Ferdinand de Lesseps, que anos antes havia construído o Canal de Suez, no Egito, a obra foi abandonada anos mais tarde, principalmente em razão da corrupção e de problemas de planejamento. Em 1904, os EUA retomaram o projeto, inaugurando-o dez anos depois.

“O canal praticamente define o Panamá. Existimos como nação, como país, em razão do canal”, afirmou escritor Ovidio Díaz Espino no documentário Panamá: o País que Uniu o Mundo, que estreou no History Channel na sexta-feira.

A produção, que mescla depoimentos e reconstituição histórica, relata os bastidores da construção do canal, explicou o argentino Carlos Cusco, responsável pela produção do documentário. “Não falamos sobre a tecnologia, mas sobre as pessoas que tornaram possível a construção do canal.” O programa será reprisado no dia 30, às 20 horas, e no dia 31, às 7h30 e às 14 horas.

O repórter viajou a convite do History Channel

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