Lucas Marie/AP
Lucas Marie/AP

Dois anos após desaparecimento do voo MH370, parentes ainda exigem respostas

Avião da Malaysia Airlines, que desapareceu em 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo, ainda é considerado um mistério, segundo informações do relatório anual da investigação

O Estado de S. Paulo

08 de março de 2016 | 11h11

PEQUIM - Parentes dos passageiros chineses que estavam no voo MH370, desaparecido há dois anos, protagonizaram nesta terça-feira, 8, diversos protestos em Pequim para pedir respostas à companhia aérea Malaysia Airlines e ao governo da Malásia. O avião que transportava 239 passageiros desapareceu pouco depois de decolar do aeroporto de Kuala Lumpur em 8 de março de 2014.

Na entrada do principal santuário budista de Pequim, o templo do Lama, cerca de 30 parentes dos passageiros disseram aos jornalistas que estavam cobrindo a manifestação para que o caso siga em aberto até que o mistério seja resolvido.

"Não devem parar as buscas nem a investigação", pediu uma mulher, que segurava um cartaz em que se lia "Que (nossos parentes) voltem sãos e salvos".

Para muitas pessoas, o governo da Malásia e a companhia aérea escondem a verdade. "Foram dois anos de mentiras", denunciava Zhong Yongli enquanto a polícia acompanhava a movimentação de perto.

Assim como no primeiro aniversário do desaparecimento do avião, o número de policiais no templo superava o de parentes, apesar de não haver registros de empurrões. Agentes solicitaram aos jornalistas que se identificassem e os posicionaram em uma suposta área de imprensa, delimitada por cercas e um cordão policial.

Depois de demonstrarem sua irritação pela gestão do caso, alguns parentes chineses entraram no santuário para rezar. "Após dois anos, (as autoridades) não chegaram a nenhuma conclusão, portanto achamos que nossos parentes estão vivos", afirmou a mãe de um dos passageiros do MH370.

O grupo se dirigiu ao escritório da Malaysia Airlines em Pequim para acompanhar a entrevista coletiva sobre o caso - programada em Kuala Lumpur -, mas não conseguiram entrar e decidiram ir à embaixada da Malásia. Sob o olhar atento de mais de 30 policiais, parentes voltaram a pedir para serem ouvidos e atendidos.

Investigações. Segundo um relatório anual da investigação publicado nesta terça-feira (confira aqui), o desaparecimento continua sendo um mistério. "Até hoje, não foram encontrados os restos do MH370, apesar da contínua busca no sul do Oceano Índico", indica o relatório.

A Austrália conduz as investigações no sul do Índico, em uma zona de profundidade de 120 mil km², equivalente à superfície da Nicarágua. Contudo, os esforços para localizar os restos do aparelho foram até agora infrutíferos, e, na falta de novas pistas, as autoridades pretendem concluir suas operações em julho. /EFE e AFP

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