Dois atentados deixam 16 mortos em Israel

Pelo menos 16 pessoas, incluindo dois atacantes suicidas, morreram e mais de 50 ficaram feridas em dois atentados perpetrados nesta terça-feira, um num ponto de ônibus num subúrbio de Tel-Aviv e outro, seis horas depois, num café de Jerusalém. Entre os feridos nos dois ataques, mais de dez correm sério risco de vida, de acordo com porta-vozes hospitalares. O grupo extremista palestino Movimento Resistência Islâmica (Hamas) assumiu, em comunicados enviados à TV do Catar Al-Jazira, a autoria dos dois atentados. As ações seriam parte da "represália inesquecível" prometida pelo líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, que no sábado sobreviveu a uma tentativa de assassinato por parte de militares israelenses. Pela manhã, soldados israelenses mataram dois supostos membros do Hamas em Hebron, na Cisjordânia, e um garoto de 13 anos - atingido por uma bala perdida. Após o tiroteio, veículos militares de Israel derrubaram, com foguetes e granadas, um prédio de apartamentos de sete andares onde, supostamente, os dois integrantes do Hamas estavam escondidos. Os ataques suicidas desta terça-feira foram os primeiros após o presidente palestino, Yasser Arafat, ter indicado o presidente do Parlamento, Ahmed Korei, para o cargo de primeiro-ministro, em substituição a Mahmud Abbas. Korei, que ainda não aceitou a designação, condenou os ataques "que causam a morte de inocentes", como também ocorre quando os israelenses atacam militantes do Hamas nos territórios palestinos e atingem moradores. Israel afirmou que Arafat é "indiretamente responsável" pelos atentados, "pois tem impedido seu governo de agir contra o Hamas".

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