Dois atentados matam pelo menos 24 pessoas no Paquistão

Ataque mais grave destruiu prédio de oito andares da polícia em Lahore; mais de 200 ficam feridos

Agências internacionais

11 de março de 2008 | 03h55

Dois supostos carros-bomba explodiram na cidade de Lahore, no Paquistão, na terça-feira, 11, matando ao menos 24 pessoas e ferindo pelo menos 200, a maioria delas em um prédio de um órgão de segurança do governo, informaram a polícia e autoridades.   As explosões ocorreram com um intervalo de 15 minutos entre uma e outra em diferentes distritos desta cidade do leste do Paquistão. A primeira destruiu a fachada da Agência Federal de Investigação perto do início do expediente. Dezenas de imóveis próximos foram atingidos. A agência concentra suas investigações na imigração ilegal e no tráfico de pessoas.   "Agora é mais óbvio que os terroristas têm como alvo o aparato estatal de combate ao crime", disse o chefe de polícia da cidade, Malik Mohammad, a jornalistas, alegando que as suspeitas são de que o ataque foi realizado com um carro-bomba. Autoridades hospitalares disseram que 21 pessoas morreram no ataque, incluindo 16 policiais. Mian Muhammad Ejaz, um alto funcionário do governo de Lahore, disse que mais de 200 pessoas ficaram feridas.   A TV estatal mostrou imagens dos sérios danos causados a um edifício de vários andares, com várias paredes destruídas, veículos queimados e árvores arrancadas no local da primeira explosão, ocorrida às 09h25 no horário local (01h25 em Brasília).   A segunda explosão provocada por outro carro-bomba aconteceu no escritório de uma agência de publicidade em um bairro residencial de Lahore, a cerca de 25 quilômetros dali. O investigador de polícia Tasaddaq Hussain disse que duas filhas e a mulher do jardineiro morreram no ataque. O presidente do país, Pervez Musharraf, disse que o ataque não impedirá o governo de seguir na luta contra o "terror".   A polícia disse que o carro tinha duas pessoas a bordo e explodiu após ser parado no portão de uma agência de publicidade próxima à casa de Asif Ali Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, recentemente assassinada em um atentado.   As explosões acontecem após os partidos de oposição vencerem as eleições de 18 de fevereiro. Eles estão em processo de formação de um novo governo, o que aumenta as esperanças de estabilidade política após as tensões com a oposição ao presidente Pervez Musharraf.   O ministro do Interior, Hamid Nawaz, disse que a explosão próxima à agência de investigação aconteceu perto da entrada do prédio. "Foi uma grande explosão que aconteceu perto da recepção", disse ele à Reuters.   Mais de 500 pessoas já foram mortas no Paquistão neste ano em ataques atribuídos a extremistas, incluindo numa campanha de ataques suicidas.   Zardari, que liderou o partido da ex-premiê para a vitória nas eleições do mês passado, prometeu não recuar da longa batalha com os extremistas. Ele estava em Islamabad na terça-feira.   Matéria ampliada às 08h35.

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