Adrian DENNIS / AFP
Adrian DENNIS / AFP

Dois britânicos tentam a primeira volta ao mundo em avião da 2ª Guerra

Steve Brooks e Matt Jones querem completar a viagem de 43.500 km, passando por América do Norte, Ásia, Oriente Médio e Europa, a bordo de um Spitfire desmilitarizado

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2019 | 11h55

CHICHESTER , REINO UNIDO - Dois aviadores britânicos decolaram nesta segunda-feira, 5, do sul da Inglaterra para tentar completar a primeira volta ao mundo em um Spitfire, um avião britânico usado na 2ª Guerra.

O avião foi desmilitarizado para a aventura, despojado de seus canhões e sua pintura, expondo assim o metal prateado e brilhante que o cobre. "Esperamos mostrar às pessoas toda a beleza e estética do Spitfire, que é o aparelho mais majestoso que existe", disse Steve Brooks, um dos pilotos. 

O avião de 76 anos decolou de Goodwood Airfield, perto da costa sul da Inglaterra, para uma viagem de 43.500 km durante quatro meses.

Brooks, de 58 anos, e Matt Jones, de 45 anos, sócios em uma escola de pilotos, vão comandar o "Silver Spitfire" por quase 30 países. 

O Spitfire desempenhou um papel crucial na batalha da Inglaterra, quando o Reino Unido lutou contra a ameaça de uma invasão da Alemanha nazista. Para Brooks, o aparelho "representa a liberdade da humanidade".

Com esta viagem ao redor do mundo, Brooks e Jones querem prestar homenagem àqueles que projetaram, construíram e pilotaram o Spitfire. 

Das 20.000 aeronaves construídas restam menos de 250, das quais apenas cerca de 50 estão em condições de voar. A maior parte delas se encontra no Reino Unido.

Pirâmides e Grand Canyon

O avião voará primeiro para a Escócia, antes de cruzar o Oceano Atlântico através das Ilhas Faroe, Islândia, Groenlândia e regiões remotas do norte do Canadá. 

A expedição, financiada em grande parte por um fabricante de relógios suíço, terá cerca de 90 etapas na América do Norte, Ásia, Oriente Médio e Europa.

O avião sobrevoará vários locais emblemáticos do mundo: o Grand Canyon, nos Estados Unidos, o Monte Fuji, no Japão, e monumentos históricos do Egito e da Grécia. 

Ele também passará pela Grande Muralha da China e pousará na "cidade rosa" de Jaipur, na Índia.

"Ver o Spitfire de Prata acima da Golden Gate, da Estátua da Liberdade ou das Pirâmides de Gizé será fantástico", comemora Brooks antecipadamente.

Uma verdadeira alma

Para Brooks, voar em um Spitfire é uma experiência única. "É uma das sensações mais incríveis ... Uma vez que você está dentro, você é parte disso. É como dirigir um carro de coleção. Tem uma verdadeira alma."

O avião é alimentado por um potente motor Rolls-Royce Merlin V12 de 27 litros.

"O ruído do motor reverbera por todo o corpo", diz Brooks, o primeiro piloto que voou de um polo a outro de helicóptero.

Mas é um verdadeiro um desafio. "É uma tecnologia boa e antiga que exige pilotagem por instinto", explica.

O avião deve retornar a Goodwood no dia 8 de dezembro. Foi construído em 1943 e participou de 51 missões de combate, escoltou bombardeiros e bombardeou alvos na costa francesa. 

Foi armazenado em um museu antes de ser reabilitado. Suas 80.000 peças foram desmontadas, verificadas e consertadas. 

"É uma peça perfeita de prata, que voa pelo céu", diz Brooks, referindo-se à cor brilhante que ficou após a remoção da pintura militar. / AFP

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