AFP PHOTO / CCTV / CCTV
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Dois corpos são resgatados de navio petroleiro após colisão na China

Tripulantes foram encontrados na área do convés do petroleiro Sanchi, que não foi afetada pelas chamas que ainda continuam; ao todo, três vítimas foram resgatadas

O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2018 | 02h51

PEQUIM - As equipes de emergência resgataram neste sábado, 13, dois corpos dos 31 marinheiros desaparecidos após a colisão de um navio petroleiro iraniano com um navio de carga nas águas do Mar da China Oriental há uma semana. Até agora, três corpos foram encontrados.

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Ao todo, o petroleiro iraniano Sanchi, cadastrado no Panamá, levava 32 tripulantes e o cargueiro CF Crystal, registrado em Hong Kong, estava com 21 membros chineses a bordo e todos foram resgatados. O primeiro corpo dos desaparecidos foi encontrado na última segunda-feira, 8, e as autoridades iranianas reconheceram como de sua nacionalidade.

Em um comunicado, o Ministério de Transportes detalhou que os mortos foram encontrados às 8h40 no horário local em uma área do convés do petroleiro Sanchi. O local não foi afetado pelas chamas e o acesso foi possível devido à mudança de direção do vento, que evitou que a fumaça tóxica afetasse a equipe de salvamento.

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Um vídeo divulgado pelas autoridades chinesas mostra quatro resgatistas chegando ao local com a ajuda de uma grua, na qual transportaram as vítimas. Também tentou-se chegar a uma das salas internas do navio, mas as altas temperaturas provocadas pelo incêndio que continua desde a semana passada impediram o acesso, acrescentou o comunicado.

A China conta com o apoio de unidades japonesas, sul-coreanas e iranianas nas operações de resgate dos outros 29 marinheiros desaparecidos. Nesta sexta-feira, 12, a Guarada Costeira do Japão informou que o navio chegou à zona econômica exclusiza (ZEE) japonesa na quarta-feira e, um dia depois, estava a uns 300 quilômetros ao noroeste das ilhas Amami, empurrado pelos fortes ventos.

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O petroleiro iraniano colidiu com o cargueiro no sábado, 6, e transportava 136 mil toneladas de petróleo condensado, formado por uma mistura de hidrocarbonetos recuperados durante o processamento do gás natural.

Embora ainda seja cedo para falar sobre o impacto ambiental, o Greenpeace advertiu que um grande volume de derramamento de condensado poderia representar um risco de toxificação de espécies de grande escala na China. /EFE

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