Dois diplomatas dos EUA ficam feridos em tiroteio na Venezuela

Segundo o Departamento de Estado americano, médicos disseram que 'ferimentos não parecem ser graves'

Agência Estado

28 Maio 2013 | 15h17

CARACAS - Uma policial venezuelana informou que um adido militar da embaixada dos Estados Unidos ficou ferido num tiroteio ocorrido do lado de fora de um clube noturno em Caracas, na madrugada desta terça-feira, 28. O Departamento de Estado informou que dois funcionários americanos se feriram no "incidente", mas divulgou poucos detalhes.

De acordo com a policial, Roberto Ezequiel Rosas foi ferido na perna direita durante uma discussão do lado de fora da casa noturna localizada no bairro de Chacao. A policial, que falou em condição de anonimato, revelou que não havia informações sobre suspeitos dos disparos.

Segundo ela, Rosas foi atendido pelo serviço de saúde de Chacao e posteriormente transferido para a Clínica Metropolitana, no leste da capital, onde permanece internado. Não há informações sobre seu estado de saúde.

Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado, William Ostick, confirmou que dois funcionários da embaixada ficaram feridos na madrugada. "A equipe médica nos informou que seus ferimentos não parecem ser graves", declarou Ostick. "A segurança e a unidade de saúde da embaixada estão no hospital e mantêm contato com as duas pessoas e suas famílias."

A casa noturna está localizada no subsolo de um shopping center em Chacaco, bairro de classe média alta. Um repórter da Associated Press que foi para o local nesta terça-feira disse que não havia sinais evidentes de um tiroteio, embora policiais à paisana investigassem a área.

Pesquisas de opinião mostram que a criminalidade é um os principais problemas da Venezuela. Embora não haja dados oficiais atualizados, calcula-se que a taxa de homicídios venezuelana seja de 55 por 100 mil habitantes, com ao menos 16 mil mortos a cada ano.

No ano passado, o país registrou a quinta mais alta taxa de homicídios do mundo, atrás apenas de Honduras, El Salvador, Costa do Marfim e Jamaica, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. / AP

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