Anna Moneymaker/The New York Times
Anna Moneymaker/The New York Times

Dois invasores do Capitólio dos EUA são presos e acusados de agressão contra policial que morreu

Departamento de Justiça disse que dois homens foram detidos e receberam nove acusações, incluindo agressão com um produto químico, aparentemente um spray usado para se defenderem de ursos

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2021 | 19h02

WASHINGTON - As autoridades federais dos Estados Unidos prenderam e acusaram dois homens de agredir o policial do Capitólio dos EUA Brian Sicknick com um spray químico desconhecido durante o motim de 6 de janeiro contra o Congresso, mas não determinaram se a exposição causou sua morte.

O agente Brian Sicknick teria morrido em razão dos ferimentos sofridos durante o ataque, mas as causas de sua morte não foram confirmadas. Os agressores que participaram da invasão promovida por apoiadores do ex-presidente Donald Trump foram identificados como Julian Elie Khater, de 32 anos, e George Pierre Tanios, de 39.

O Departamento de Justiça disse que dois homens foram detidos e receberam nove acusações, incluindo agressão com um produto químico, aparentemente um spray usado para se defenderem de ursos. Eles não enfrentam acusações de homicídio. Eles também são acusados de desordem civil e obstrução de um processo no Congresso. As acusações são puníveis com até 20 anos de prisão.

Os vídeos mostram um dos homens "com uma lata na mão direita apontando para os policiais", segundo documentos do tribunal. Três policiais, incluindo Sicknick, reagiram ao serem pulverizados no rosto. "Os policiais foram embora, levando as mãos ao rosto e procurando água para lavar os olhos", acrescentam os documentos.

Sicknick, de 42 anos, voltou ao seu escritório, onde desmaiou e foi levado para um hospital, e acabou morrendo no dia seguinte. Os investigadores concluíram que Sicknick não morreu de trauma, noticiou o The Washington Post nesta segunda-feira.

Cinco pessoas morreram na invasão ao Capitólio enquanto o Senado se preparava para certificar a vitória de Joe Biden sobre Trump nas eleições de novembro. Um rito burocrático, uma vez que o democrata já era reconhecido como o vencedor das eleições presidenciais de 2020.

Trump foi acusado em um processo de impeachment aberto pela Câmara dos Deputados de incitar seus apoiadores a atacar o Capitólio, mas foi absolvido pelo Senado.

Os promotores entraram com as acusações contra os dois homens depois que informantes contataram o FBI e supostamente identificaram Khater e Tanios a partir de imagens encontradas pela agência em vídeos de vigilância e câmeras corporais de policiais, afirma a denúncia. 

Eles estão entre os mais de 300 acusados do que o governo chamou de “ataque do Capitólio”. Os promotores disseram que esta provavelmente será uma das maiores investigações e processos da história americana.

Ainda restam dúvidas sobre se alguém será considerado criminalmente responsável pela morte de Sicknick. Os resultados da autópsia do policial ainda estavam pendentes./W. Post e AFP

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.