Reprodução/WDBJ7
Reprodução/WDBJ7

Dois jornalistas são mortos a tiros durante transmissão ao vivo nos Estados Unidos

Alison Parker e Adam Ward, repórter e cinegrafista da WDBJ7, da Virgínia, foram atacados por ex-funcionário da mesma emissora

O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2015 | 10h35

(Atualizada às 15h40) WASHINGTON - Dois jornalistas de uma emissora americana do Estado da Virgínia foram mortos nesta quarta-feira, 26, enquanto faziam uma entrevista no condado de Bedford que era exibida ao vivo pelo canal WDBJ7, afiliada da CBS (veja abaixo os vídeos do ataque).

O atirador se matou após ser perseguido pela polícia em uma rodovia. De acordo com a polícia da Virgínia, Flanangan estava vivo, mas em estado crítico, quando foi abordado na estrada depois de tentar tirar a própria vida. A morte de Flanagan foi confirmada no começo da tarde pelo secretário de Segurança Pública da Virgínia, Brian Moran, citando informações da polícia do Estado. 

Nas imagens feitas pelo cinegrafista Adam Ward, de 27 anos, antes de morrer é possível escutar disparos de arma de fogo segundos antes de a câmera cair no chão. O equipamento também registrou imagens das pernas do atirador que matou a jornalistas Alison Parker, de 24 anos. O assassinato de Alison não foi filmado pela câmera, mas é possível escutar seus gritos depois de ser baleada.

A mulher que era entrevista ao vivo, Vicki Gardner, é diretora executiva da Câmara de Comércio Regional de Smith Mountain Lake. Ela foi ferida nas costas e passa por cirurgia, disse Barb Nocera, gerente de projetos especiais da câmara.

"O xerife do condado está trabalhando para descobrir tanto a motivação quanto a identidade da pessoa responsável pro esse terrível crime contra dois ótimos jornalstas", disse Marks durante a cobertura da própria emissora sobre o caso. O gerente disse que a WDBJ7 não tinha conhecimento sobre os ferimentos da entevistada.

Uma autoridade da Virgínia confirmou a identidade do suspeito de ser o autor dos tiros que mataram os dois jornalistas da WDBJ. Citando documentos e registros policiais, Becky Coyner afirmou que o suspeito é Vester Lee Flanagan II, de 41 anos, morador de Roanoke, na região do crime.

A imprensa americana, citando outro ex-funcionário da empresa, afirma que Flanagan é um ex-repórter da emissora que se identificava como Bryce Williams enquanto trabalhou, por aproximadamente um ano, na WDBJ. As causas da demissão de Flanagan não estão claras.

Além disso, uma página no Facebook e uma conta no Twitter em nome de Williams divulgou um vídeo aparentemente filmado da perspectiva do próprio atirador no qual é possível ver a arma sendo disparada e o momento em que Alison é atingida (Assista abaixo).

Segundo informações publicadas pela WDBJ7 em seu site e no microblog Twitter, os dois jornalistas estavam em um centro comercial quando foram atacados.

Alison era uma das repórteres matinais da WDBJ7. Ela se formou na James Madison University em Harrisonburg, Virgínia, e era editora do reconhecido jornal da instituição, o The Breeze. Antes de ser efetivada, ela foi estagiária da WDBJ-TV.

Alison namorava Chris Hurst, um dos âncoras da WDBJ. Em sua conta no Twitter, Chris escreveu que eles tinham planos para se casar. "Ela era a mulher mais radiante que eu já conheci. E, por alguma razão, ela me amava. Ela amava sua família, seus país e sua irmã."

Ward, o cinegrafista que acompanhava Alison, se formou pela Universidade Virginia Tech. Ele era noivo de uma produtora de um programa matinal da WDBJ e tinha dito recentemente que "tinha vontade de parar de trabalhar com a cobertura de notícias" para tentar "algo novo".

Nas redes sociais, usuários do microblog e do Facebook postaram imagens, após analisar o vídeo da transmissão da WDBJ7 quadro a quadro, que mostram parcialmente o suposto atirador.

Também pelo Twitter, o governador da Virgínia, Terry McAuliffe, disse estar com o "coração partido em razão dos assassinatos sem razão de hoje". McAuliffe escreveu que a polícia estadual estava no local do crime e trabalhando com outras autoridades para capturar o suspeito. / AP, REUTERS e EFE

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