Dois membros do governo grego pedem demissão

Takis Athanasopoulos, diretor da agência de privatização da Grécia, e George Mergos, secretário geral do Ministério das Finanças, pediram demissão neste sábado, após terem sido acusados de abandono do dever durante o seus mandatos anteriores como membros da diretoria de uma empresa de energia estatal.

Agência Estado

09 de março de 2013 | 18h56

Athanasopoulos disse que estava deixando o cargo de presidente do Fundo de Desenvolvimento de Ativos da República Helênica após apenas alguns meses no cargo para garantir que o processo pendente não afete o programa nacional de privatização. Mas sua renúncia representa um novo golpe para a agência, que tem sido assolada por mudanças de gestão nos dois anos desde sua criação, e que ficou muito para trás em seu objetivo de levantar bilhões de euros para o governo grego que luta contra uma dívida gigantesca.

As demissões ocorrem em um momento, no qual a agência estava perto de fechar negócios importantes para o monopólio estatal de gás natural DEPA, a operadora da rede de gás DESFA e o monopólio estatal de jogo de apostas OPAP. Estima-se que os negócios levantarão cerca de 2 bilhões de euros, ou mais, para o governo, e eles são considerados essenciais para impulsionar o programa de privatização do país.

Na sexta-feira, promotores gregos apresentaram acusações contra Athanasopoulos e outros ex-membros do conselho da Grécia Power Corp (PPC) pelo comissionamento apressado de uma usina em 2007 que, segundo eles, resultou em um prejuízo de 100 milhões de euros para o Estado grego. Mergos é um dos outros membros do conselho acusados pelos promotores, que agora lançarão uma investigação formal antes de decidir se submeterão o caso a julgamento.

Em uma carta ao ministro das Finanças, Yannis Stournaras, Athanasopoulos disse que a investigação: "me dá a chance de provar que o interesse da PPC e do Estado foram plenamente cumpridos". Em uma carta separada, Mergos afirmou que estava renunciando por "razões éticas" e acrescentou que não estava presente na reunião do conselho da empresa quando foi tomada a decisão sobre a usina. As informações são da Dow Jones.

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