Dois monges tibetanos cometem autoimolação na China--fontes

Dois jovens monges tibetanos puseram fogo em seus próprios corpos nesta segunda-feira em protesto contra os controles religiosos do governo no oeste da China, disseram duas fontes tibetanas no exílio.

SUI-LEE WEE, REUTERS

26 Setembro 2011 | 12h56

Os monges de 18 anos de idade, Kelsang e Kunchak, pertencem ao monastério Kirti -- um grande local de protesto contra políticas chinesas e cenário de uma dura repressão às forças de segurança em maio -- disse um ativista tibetano exilado na Índia à Reuters.

As autoimolações dos monges poderiam provocar uma nova repressão na administração de Aba, uma região de maioria étnica tibetana na província de Sichuan, que muitos defensores de autonomia dizem que deveria estar sob o controle tibetano.

"Quando eles atearam fogo neles, gritaram: 'Precisamos de liberdade de religião'", disse o ativista, que pediu para não ser identificado, acrescentando que obteve a informação de pelo menos cinco fontes na China e no exterior.

Os dois monges sofreram queimaduras leves e estavam em condição estável, disse a agência de notícias Xinhua, citando médicos. O relatório acrescentava que "a tentativa de suicídio está sendo investigada."

Quando questionado sobre as autoimolações, Hu Jiang, um funcionário do escritório de informações da administração de Aba, disse à Reuters: "Não sei nada sobre isso".

Um monge tibetano, Kanyag Tsering, do monastério irmão Kirti na cidade indiana de Dharamsala, onde o governo no exílio do Tibet é sediado, disse ter recebido confirmação de que o Exército chinês havia removido os corpos dos dois monges.

As autoimolações acontecem apenas seis meses depois que outro monge budista tibetano, Phuntsog, de 21 anos, do mesmo monastério, morreu queimado.

No mês passado a China prendeu três monges pelo envolvimento na autoimolação de Phuntsog.

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