Dois morrem em protesto contra preço de alimentos na Somália

Soldados somalis abrem fogo contra manifestantes, que atiravam pedras e depredaram veículos

Agências internacionais,

05 de maio de 2008 | 10h25

Soldados somalis mataram pelo menos duas pessoas quando abriram fogo para reprimir um protesto de pessoas famintas contra o aumento do preço dos alimentos, disseram testemunhas.   O doutor Dahir Dhere informou que um homem ferido nos protestos morreu a caminho da sala de cirurgia depois de dar entrada no maior hospital de Mogadiscio. Já o manifestante Abinur Farah contou que seu tio foi baleado quando os dois participavam do protesto. "Ele morreu antes que eu conseguisse levá-lo ao hospital", prosseguiu.   Houve ainda um grande número de feridos, segundo os relatos. Os manifestantes, entre os quais havia mulheres e crianças, atiraram pedras e quebraram as janelas de carros e ônibus. Comerciantes da cidade baixaram as portas quando começaram a ser atacados.   A Somália é o quatro país africano a sofrer com os protestos nos últimos meses, que também incluíram o Senegal, cujo presidente pediu Abdoulaye Wade, propôs a extinção da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) ao considerá-la ineficaz para solucionar os problemas atuais no âmbito da alimentação.   A crise de alimentos "é amplamente o fracasso" da FAO, cujas atividades estão duplicadas por outras instituições "mais eficazes" tais como o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, a ONG Oxfam e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), comentou o líder senegalês.

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