Dois mortos, 11 feridos, em série de ataques em Istambul

Duas pessoas morreram e 11 ficaram feridas em atentados a bomba contra dois hotéis de um bairro turístico de Istambul. Duas outras explosões causaram danos num depósito de gás nos arredores da cidade, mas ninguém ficou ferido. Dois grupos assumiram responsabilidade pelos ataques: uma organização curda previamente desconhecida e um grupo com laços com a rede terrorista Al-Qaeda que advertiu tratar-se do início de uma "onda de operações" na Europa. Trabalhadores do Pars Hotel, no bairro de Laleli, disseram ter recebido durante a madrugada um telefonema anônimo advertindo que uma bomba explodiria em um quarto em dez minutos. Não houve tempo para retirar todos os hóspedes. Um iraniano e um turco morreram na explosão. Entre os feridos estão quatro turista espanhóis, dois holandeses, um ucraniano e dois chineses. Já a explosão na frente do Star Holiday Hotel causou danos, mas não vítimas. A Agência de Notícias Mezopotamya, baseada na Alemanha, disse que, num telefonema, um homem assumiu responsabilidade pelos ataques em nome da Organização Falcões da Liberdade do Curdistão. A ação seria uma represália por recentes operações militares turcas contra rebeldes curdos. Mais cedo, as Brigadas Abu Hafs al-Masri, nome de um comandante da Al-Qaeda morto no Afeganistão, haviam assumido responsabilidade pelos ataques, por meio de um site islâmico da internet, advertindo aos países da Europa que o pior ainda estava por vir. "Istambul é o início da guerra sangrenta que prometemos aos europeus", escreveram.

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