Dois palestinos mortos em onda de violência

Dois palestinos foram mortos a tiros, hoje, por soldados israelenses. Tiroteios foram registrados na Faixa de Gaza e Cisjordânia, e o grupo Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, ameaçou interromper o governo do primeiro-ministro eleito Ariel Sharon com novos ataques contra israelenses. A advertência da Fatah ocorreu um dia depois que atiradores palestinos mataram um motorista israelense numa emboscada, durante a noite, nas proximidades de Jerusalém, e fizeram disparos contra uma vizinhança da Cidade Santa."A era Sharon não será estável nem segura, como o criminoso Sharon prometeu", afirmou um panfleto da Fatah. "Nosso objetivo e derrubar Sharon e todos seus assentamentos (judeus)". Não ficou claro se o aviso da Fatah teve a bênção de Arafat ou se o grupo agiu independentemente. A relação entre o líder palestino e o braço armado de seu movimento Fatah tem se tornado cada vez mais complexa nos últimos cinco meses do confronto israelense-palestino. Atiradores da Fatah normalmente não têm buscado permissão para promover ataques, mas têm respondido ocasionalmente a apelos de Arafat para acalmar a situação.Nas cidades de Hebron, na Cisjordânia, e de Khan Yunis, na Faixa de Gaza, palestinos dispararam contra tropas israelenses, que responderam ao fogo. Meir Dagan, um ex-general israelense próximo a Sharon, disse que Israel deveria perseguir aqueles responsáveis pelos ataques, mesmo que isto signifique entrar novamente em áreas sob pleno controle palestino. O próprio Arafat não deveria ser imune à retaliação israelense, afirmou Dagan ao Canal Dois da televisão de Israel.

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