Dois russos sobrevivem 25 dias perdidos nos montes Kunlun

Na mitologia chinesa, os montes Kunlun abrigam o paraíso taoísta

EFE,

22 de setembro de 2007 | 05h51

Dois canoístas russos cuja expedição naufragou há 25 dias foram achados vivos numa das mais remotas e áridas regiões do mundo, os montes Kunlun, na fronteira da China com o Paquistão, informou neste sábado, 22, a imprensa chinesa. As duas canoas que conduziam seis expedicionários russos, todos entre os 25 e os 47 anos, caíram há três semanas num trecho do rio Yurungkash. Alexander Zverev, de 35 anos, achava que tinha sido o único sobrevivente, depois de ver seus companheiros se afogarem. No entanto, outro expedicionário, Andrei Pautov, de 28 anos, conseguiu vencer a força das corredeiras e foi resgatado nesta sexta-feira, 21, informou o jornal de Hong Kong "South China Morning Post". "Um homem não pode lutar contra a água durante muito tempo. Você luta durante alguns minutos, e então a força desaparece. Então só um milagre pode salvar", explicou Zverev, após ser localizado numa montanha desabitada. Zverev, além de sobreviver às corredeiras, suportou as gélidas temperaturas nos montes Kunlun, o maior sistema montanhoso do oeste da China, entre o Himalaia, o rio Tarim e o deserto de Taklamakan. Ele se refugiou numa caverna a 4 mil metros de altitude, onde se protegeu das tempestades de areia e do frio. Para manter o moral, pensava no que comeria no seu banquete de casamento. Pálido, o excursionista contou que durante 20 dias não comeu nada. Todos os dias, subia ao topo de um barranco, para chamar a atenção dos helicópteros de resgate. Na mitologia chinesa, os montes Kunlun abrigam o paraíso taoísta.

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