Jim Huylebroek/The New York Times
Jim Huylebroek/The New York Times

Dois soldados norte-americanos são mortos no Afeganistão por homem com farda do exército afegão

Outros seis ficaram feridos no ataque, que aconteceu no sábado, 8

Redacao, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2020 | 03h05

CABUL - Dois soldados norte-americanos foram mortos e outros seis ficaram feridos em um ataque de um indivíduo vestido com uniforma do exército afegão no leste do Afeganistão neste sábado, 8, segundo informações de militares americanos neste domingo, 9.

"As informações atuais indicam que um indivíduo de uniforme afegão abriu fogo com uma metralhadora contra a força militar conjunta dos EUA e do Afeganistão", disse Sonny Leggett, porta-voz das forças americanas no Afeganistão, em comunicado no domingo. Ele já confirmou que os soldados receberam "tiros diretos".

O incidente, que aconteceu na província de Nangarhar, ocorreu depois que uma força combinada dos EUA e do Afeganistão estava retornando de um "compromisso chave", disse o coronel Sonny Leggett, porta-voz das forças americanas no Afeganistão, em comunicado. 

Os soldados feridos  estão recebendo atendimento médico em uma base americana e, por enquanto, o incidente está sendo investigado para esclarecer mais detalhes do que aconteceu, concluiu o porta-voz, sem fornecer mais detalhes. "Ainda estamos coletando informações e a causa ou motivo por trás do ataque ainda é desconhecido", acrescentou Leggett.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque a Nangarhar, uma das províncias mais conflituosas do Afeganistão, que possui tradicionalmente grandes territórios controlados pelo taleban e membros do grupo jihadista Estado Islâmico (IS). Esse incidente ocorre no meio do processo de negociações de paz no Catar durante os últimos meses entre as delegações dos EUA e do taleban, que, segundo este último, estão muito adiantadas, com a assinatura de um acordo cada vez mais próximo. O que aconteceu hoje, no entanto, pode representar um novo obstáculo nessas negociações se for confirmado que o taleban está por trás do incidente.

Já em setembro passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, interrompeu abruptamente as negociações de paz iniciadas há um ano em Doha, após a morte de um soldado dos EUA em um ataque do taleban em Cabul, e só os retomaria três meses depois. O projeto finalizado em setembro e que contemplava a retirada de mais de 5.000 soldados dos EUA nos primeiros 135 dias após sua assinatura, não foi modificado na nova rodada de negociações, embora o taleban se recusasse a declarar uma cessar fogo, como exigido como contraparte.

Eles conversaram sobre uma redução na violência, de acordo com os próprios insurgentes reconhecidos no final de dezembro. O Afeganistão vive uma guerra sangrenta desde 2001 qundoa uma coalizão liderada pelos EUA derrubou o regime taleban, que desde então luta para tomar de volta o controle so país, onde agora dominam vastos territórios. /Reuters, EFE e AFP

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