Dois suicidas praticaram ataque contra ex-premiê do Paquistão

População pode ter impedido terrorista de atacar veículo de Benazir Bhutto; atentado matou 136 pessoas

Efe e Associated Press,

23 de outubro de 2007 | 08h29

Dois homens-bomba foram aparentemente os responsáveis pelo atentado contra a ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto, que matou 136 pessoas que acompanhavam o comboio em sua chegada ao país. A informação foi confirmada por um oficial da inteligência paquistanesa nesta terça-feira, 23.   Inicialmente, a polícia havia confirmado que apenas um suicida teria participado do ataque. Mas, um oficial, que falou em condição de anonimato já que não está autorizado a falar para a imprensa, disse que duas cabeças foram encontradas e que nenhuma das famílias das vítimas reconheceu os restos mortais apontados como dos supostos terroristas.   "Um dos atacantes queria explodir o caminhão de Bhutto. Quando as pessoas tentaram impedi-lo, ele detonou o artefato", disse o oficial. Bhutto escapou ilesa do atentado.   O governo paquistanês rejeitou a proposta da ex-primeira-ministra de pedir ajuda à "comunidade internacional" para investigar o duplo atentado terrorista. Bhutto queria que especialistas em terrorismo dos Estados Unidos e do Reino Unido participassem da investigação, por serem os dois países que facilitaram seu retorno ao Paquistão.   O primeiro-ministro do país, Shaukat Aziz, garantiu que os culpados serão punidos. Em ataques anteriores, "nossas agências de segurança investigaram com sucesso e detiveram os responsáveis. Elas são totalmente capazes de investigar o incidente", disse.   Bhutto, que retornou na última quinta-feira após oito anos de exílio, retornou ao país após um acordo com o presidente Pervez Musharraf. Porém, desde o atentado, uma troca de acusações entre Bhutto e o atual premiê, cujo cargo ela pretende ocupar, tem dado sinais de que a aliança com o atual governo pode ser prejudicada.

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