Dois terços dos hispânicos nos EUA apóiam Obama, diz pesquisa

Dois terços dos eleitores hispânicosdos Estados Unidos preferem o candidato democrata àPresidência, Barack Obama, mostrou um estudo divulgado naquinta-feira. A pesquisa telefônica, feita em todo o país pelo CentroHispânico Pew, revelou que 66 por cento dos eleitores latinosregistrados apóiam Obama, enquanto 23 por cento apóiam orepublicano John McCain. Foram entrevistadas 2.015 pessoas. A pesquisa apontou que o forte desempenho de Obamarepresenta uma grande mudança em relação ao período dasprimárias, "quando ele perdia votos para Hillary Clinton em umaproporção de 2 para 1, gerando especulação em alguns setores deque os hispânicos seriam reacionários na hora de votar em umcandidato negro". O estudo revelou ainda que 65 por cento dos eleitoreslatinos registrados se identificam ou se inclinam para o ladodemocrata, em comparação com os 26 por cento que disseram seidentificar com o partido republicano. "Essa vantagem de 39 pontos percentuais é a maior que jáexistiu em qualquer momento desta década", informou a pesquisa. Trinta e dois por cento dos entrevistados disseram que sernegro é algo que ajuda Obama a conquistar votos entre oseleitores hispânicos, enquanto 11 por cento disseram que isso oprejudica. A maioria, 53 por cento, disse que raça não é umfator importante na hora dos latinos escolherem um candidato. Os hispânicos, que formam 15 por cento da população dosEstados Unidos e 9 por cento do eleitorado, podem provocarmudanças críticas em campos de batalha eleitorais, como nosEstados do sudoeste dos EUA, incluindo a Flórida. Durante as últimas semanas, tanto McCain quanto Obama sedirigiram a organizações hispânicas para obter votos, dandoênfase aos planos de revisão da lei de imigração e às propostaseducacionais que, segundo os candidatos, ajudariam os latinos. Em 2004, o presidente George W. Bush obteve cerca de 40 porcento do voto hispânico, um recorde republicano. As pesquisasde opinião mostram que a imagem dos republicanos entre oslatinos se deteriorou desde então, devido ao debate nacionalsobre a reforma imigratória. O estudo foi feito entre os dias 9 de junho e 13 de julho etem margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou paramenos. (Por Tim Gaynor)

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