Domingo deve ser de protestos no Egito

Dezenas de milhares de partidários e opositores do presidente egípcio Mohammed Morsi participam de manifestação pacíficas neste sábado, 29, véspera da data na qual estão previstos protestos com o objetivo de forçar a saída de Morsi.

Agência Estado

29 Junho 2013 | 10h22

Os protestos acontecem após dias de violentos confrontos em várias cidades do país, que deixaram pelos menos sete mortos, e eles um norte-americano, e centenas de feridos. A capital, Cairo, onde aconteceram grandes manifestações pró e contra Morsi na sexta-feira, 28, estava atipicamente calma neste sábado, apesar das demonstrações pacíficas.

Grupos opositores prometeram levar milhões de pessoas às ruas no domingo, 30, para obrigar Morsi a renunciar. A data foi escolhida para coincidir com a chegada de Morsi ao poder, como o primeiro líder egípcio livremente eleito.

Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que seu país está preocupado com os protestos e a agitação política no Egito. Segundo ele, a prioridade é garantir a segurança da embaixada norte-americana no Cairo e nos consulados norte-americanos.

Obama declarou que os Estados Unidos estão em contato direto com o governo egípcio, que pretende assegurar que os postos norte-americanos estarão protegidos durante os protestos deste final de semana. O presidente afirmou que apoia a liberdade de expressão e de reunião no Egito e pediu aos lados envolvidos que evitem a violência e a polícia e o Exército egípcios ajam com moderação. Segundo Obama, o egípcios ainda estão encontrando seu caminho para a democracia e tem sido difícil se concentrar no centro de questões como emprego e custo de vida.

O Departamento de Estado identificou o norte-americano morto no Egito durante confrontos violentos entre partidários e opositores do governo na cidade de Alexandria, na sexta-feira, 28. A porta-voz do Departamento de Estado Marie Harf, que viaja com o secretário John Kerry ao Oriente Médio, identificou a vítima como Andrew Pochter, estudante de 21 anos.

O departamento emitiu um aviso pedindo aos norte-americanos que façam apenas viagens essenciais ao Egito, por causa da violência no país. O site da Kenyon College, de Gambier, Ohio, diz que Pochter tinha 21 anos e era estagiário de uma organização educacional sem fins lucrativos. Fonte: Associated Press

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