Domingo sangrento tem 14 mortos no Oriente Médio

Pelo menos 14 pessoas morreram e 60 ficaram feridas, algumas gravemente, em um sangrento domingo no Oriente Médio, com um atentado a bomba à um ônibus, em um tiroteio na cidade velha Jerusalém e em uma ação militar israelense na Faixa de Gaza. O atentado na Galileia foi assumido pelo Hamas, que informou que este é o "segundo de uma série para vingar a morte do chefe da organização, Salah Shahaded, assassinado em 22 de julho por Israel, em um episódio que morreram também 15 civis, entre eles, algumas crianças. No atentado, morreram pelo menos dez pessoas e pelo menos 50 pessoas ficaram feridas. A explosão ocorreu por volta das 8h45 (horário local), no interior do ônibus que fazia o trajeto entre Haifa e Safed. O atentado aconteceu a pouco quilômetros de Safed, cidade histórica para os judeus por ter sido um importante centro religiosos. Testemunhas afirmaram que o ônibus explodiu em uma parada. A participação de um terrorista no atentado não tem o respaldo de algumas fontes militares, que acreditam que a bomba foi colocada no assoalho do veículo. Poucas horaas depois, no local chamado Porta de Damasco, um palestino disparou contra uma patrulha da Guarda de Fronteira e contra uma caminhonete de uma empresa de telefonia. Segundo a polícia israelense, um polícia, o atirador e outro palestino não identificado morreram. Dez pessoas ficaram feridas pelos tiros. No terceiro episódio desse sangrento domingo, um jovem palestino que tentava chegar a nado, pelo mar, a colônia judia de Dugit, na Faixa de Gaza, foi morto hoje pela manhã (horário local) por soldados israelenses. Soldados da brigada Givati surpreenderam o homen-rã palestino, armado com granadas e um fusil. O palestino foi morto antes que alcançasse a praia na colônia de Dugit. Angústia O presidente americano, George W. Bush, disse estar angustiado pelas notícias sobre o atentado de hoje em Israel. Bush, que está de férias em Maine, disse que o mundo precisa deter o terror. ANP Em um comunicado, a Autoridade Nacional Palestina, condenou hoje o atentado em Israel. No entanto, a ANP responsabilizou o governo do premier Ariel Sharon pelo clima tenso na região. "A ANP entende que o governo de Sharon, realizando prisões em massa, com medidas de repressão e demolições de casas nas cidades de Nablus e Jenin, está criando condições para a continuidade dessa série de massacres", disse o comunicado. Horas antes dos atentados, forças israelenses demoliram nove casas de parentes de homens-bomba e de combatentes palestinos. O prédio do Ministério palestino da Juventude e Esporte e um centro de treinamento de soldados da AP também foram demolidos. Uma terceira construção, na cidade litorânea de As-Sudania foi demolida por sete escavadeiras, protegidas por veículos armados. Segundo fontes palestinas, as demolições não foram precedidas de tiroteios, e as forças israelenses não responde a provocações palestinas.

Agencia Estado,

04 Agosto 2002 | 11h01

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.