Erika Santelices/AFP Photo
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Dominicanos fazem protesto contra esquema de corrupção da Odebrecht

Ato foi convocado pelo coletivo 'Mancha Verde'; empresa admitiu ter pago US$ 92 milhões em propina no país

O Estado de S.Paulo

20 de março de 2017 | 03h32

SANTO DOMINGO - Mais de 1,5 mil pessoas se concentraram neste domingo, 19, no Parque Independência de Santo Domingo para receber a tocha anticorrupção que percorreu a República Dominicana durante sete dias para exigir que os envolvidos nos subornos admitidos pela Odebrecht no país sejam condenados pela Justiça.

A iniciativa, promovida pelo coletivo "Mancha Verde", teve início em 13 de março, quando diversas tochas começaram a percorrer o país a partir das cidades de Valverde (noroeste), Higuey (leste) e Barahona (sudoeste), fazendo um trajeto simultâneo para conscientizar a população sobre os escândalos de corrupção.

A concentração final estava marcada para o final da tarde de domingo em Santo Domingo, quando foi celebrado um concerto e foi lido um manifesto com as reivindicações dos líderes do movimento.

Desde as primeiras denúncias, o "Mancha Verde" organizou várias mobilizações, entre elas uma grande marcha em repúdio à corrupção, ocorrida em 22 de março.

O coletivo exige a submissão à Justiça de todos os envolvidos no caso de corrupção da Odebrecht, a recuperação do dinheiro desviado e o cancelamento de contratos com a construtora brasileira.

Em dezembro de 2016, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou documentos nos quais era detalhado o esquema de propinas pagas pela companhia em 12 países da América Latina e África. Somente na República Dominicana, a Odebrecht afirmou ter pago US$ 92 milhões em subornos a funcionários públicos e políticos. / EFE

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