Domínio do ciclo atômico mantém ameaça ativa

O acordo nuclear entre o Irã e o P5+1 - os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha - até que saiu barato. Para o país, que investiu US$ 33 bilhões no desenvolvimento da capacidade de domar o átomo, submeter-se às regras internacionais é fácil - ainda que as restrições durem até 2040. Nada, no texto do pacto, impede que o trabalho de enriquecimento continue, mas em escala menor.

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2015 | 02h02

"Nesse tempo futuro, se nada mais ocorrer, resta a certeza de que nenhum dos atuais protagonistas do processo estará vivo", disse ao Estado o físico e analista Hugo Estéfano, do Centro Atômico de Bariloche, na Argentina. Para o pesquisador, esse longo período "vai permitir à nova geração de líderes tomar novas decisões".

O importante em qualquer investigação que envolva energia nuclear é o domínio do ciclo atômico - extração do minério, processamento primário, conversão em gás e, finalmente, o estratégico enriquecimento. Com esse conhecimento é possível abastecer reatores para a geração de energia ou construir bombas.

A AIEA estima que haja em todas as instalações, quase todas subterrâneas, cerca de 25 mil centrífugas. O controle imposto pelo acordo se dará sobre 5 mil, produzindo urânio a 3,67%. As demais, por definição, serão desativadas. Mas nada impede que fiquem bem mantidas, aperfeiçoadas - e, claro, prontas para funcionar.

Tudo o que sabemos sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.