Nicholas Kamm/ AFP
Nicholas Kamm/ AFP

Donald Trump admite interesse estratégico dos EUA na Groenlândia

Território autônomo da Dinamarca, ilha é rica em petróleo, gás e água doce e tem localização estratégica entre o Ártico e o Atlântico

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2019 | 01h45

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu neste domingo, 18, que a Groenlândia é de interesse estratégico para o país, mas garantiu que a compra do território autônomo da Dinamarca não é prioridade.

 "É apenas algo que conversamos. Surgiu a ideia, que estrategicamente é interessante", disse Trump, em entrevista concedida na cidade de Morristown, em Nova Jersey, onde descansou por alguns dias.

 Questionado sobre o nível do interesse na aquisição da Groenlândia, Trump afirmou não se tratar de uma prioridade para os EUA e preferiu destacar a relação com o reino da Escandinávia. "Somos aliados muito bons da Dinamarca. Protegemos a Dinamarca, assim como protegemos grande parte do mundo", destacou.

Horas antes da entrevista do presidente americano, o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, garantiu que Trump avalia a possível compra a Groenlândia e afirmou que o assunto está em andamento. "Não quero prever um resultado, só digo que o presidente, que sabe uma ou duas coisas sobre a compra de bens mobiliários, quer dar uma olhada", disse, em entrevista à emissora Fox News.

Os Estados Unidos já tentaram comprar a ilha em 1962 e em 1946, logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando o então presidente Harry Truman ofereceu US$ 100 milhões pelo território.

Ainda de acordo com o veículo, a Casa Branca já discutiu a legalidade de uma possível compra, o processo de incorporação de território e também de onde viria o recurso para a aquisição. A emissora CNN, por sua vez, apontou que Trump pediu que um advogado estudasse a possibilidade.

 Rica em petróleo, gás e água doce, a ilha é situada entre o Ártico o Atlântico, onde a China tem ampliado sua influência econômica e a Rússia tem expandido sua atividade militar.  A Groenlândia pertence à Dinamarca, mas é um território autônomo desde 2009. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.