Donativos para El Salvador não saem do Brasil

O Consulado Geral de El Salvador no Paraná conseguiu reunir 27 toneladas de alimentos, medicamentos e roupas para enviar ao país que sofreu quatro terremotos nos últimos meses. No entanto, por falta de R$ 43 mil, que seriam necessários para pagar o transporte, o material está armazenado no Terminal de Cargas do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. "Já entrei em contato com todo mundo possível e imaginável", disse a consulesa Carol Padilla Giolitti Canestraro. "Mas até agora não recebi nem sim nem não."A campanha de coleta dos donativos começou em 15 de janeiro, dois dias depois do primeiro terremoto. Duas semanas depois, ela já tinha conseguido o volume que agora está armazenado e parou com a campanha. "Não conseguia mandar nada", lamentou.A consulesa teme precisar devolver os produtos conseguidos. "Seria muito chato", disse. Ela também entende que não seria correto nem justo enviar os donativos em partes, visto que muitas pessoas vivem em grandes acampamentos em El Salvador. "Entregando tudo de uma só vez seria mais honesto para quem doa e para quem recebe", afirmou.Um dos países mais pobres da América Central, El Salvador sofreu o terremoto mais forte em 13 de janeiro, ficando entre 7,6 e 7,9 na escala Richter. Um mês depois, novo abalo marcou 6,1 graus na escala. Nesses dois terremotos, cerca de 1,2 mil pessoas morreram. No dia 17 de fevereiro, houve um terceiro tremor, mais fraco, e esta semana um quarto, que marcou 5 graus na escala Richter. De acordo com a consulesa, pelo menos 2 milhões dos 6 milhões de habitantes do país foram atingidos de alguma forma pelos terremotos.

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