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Dono da escola que desmoronou no Haiti é preso; 88 morrem

Cerca de 200 crianças ainda estão desaparecidas depois do desabamento da instituição na sexta-feira

Agências internacionais,

09 de novembro de 2008 | 08h28

A polícia haitiana prendeu o dono da escola que desmoronou e matou, até agora, 88 pessoas na capital do Haiti, a maioria crianças. O edifício tinha três andares, e desabou sobre duas casas. O religioso Fortin Augustin, que construiu o College La Promesse, foi preso no sábado acusado de homicídio culposo. Os socorristas trabalharam durante a noite usando refletores gigantes na busca por sobreviventes. O desabamento ocorreu por volta das 10 horas locais, quando algumas crianças estavam em aula e outras no pátio. A escola tinha dois andares e um terceiro em construção. As equipes de resgate já resgataram pelo menos 150 feridos e 88 corpos. A instituição freqüentada por 700 estudantes entre 3 e 20 anos, mas nem todos estavam no prédio no momento do acidente. Segundo autoridades, há aproximadamente 200 crianças desaparecidas, que podem estar entre os escombros. Cinco casas vizinhas à escola também vieram abaixo e outras construções nos arredores foram afetadas e correm risco de cair. O presidente do Haiti, René Préval, que esteve no local no sábado pela manhã, disse que a equipe de resgate jogou água e alimentos para um grupo de crianças preso nos escombros e agora concentra esforços para chegar até onde elas estão. "Como pai, é devastador acompanhar um desastre tão grande", disse Préval. "É realmente muito triste ver crianças soterradas e não sermos capaz de ajudá-las." A Usaid, agência de ajuda humanitária do governo americano, enviou uma equipe de emergência para o local, além de 14 mil toneladas de material de resgate. A missão de paz da ONU, liderada pelo Brasil, também está ajudando nos trabalhos, juntamente com a organização Médicos Sem Fronteiras. A França também deve enviar ajuda. O ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, declarou que a tragédia provoca "profunda emoção" e seu país prepara o envio imediato de uma equipe para auxiliar no resgate das vítimas. Um dos países mais pobres do mundo, o Haiti não possui equipamentos de resgate modernos. Nas ruínas da escola - cenário descrito pelo general brasileiro Carlos dos Santos Cruz, comandante das tropas da ONU no Haiti, como semelhante ao de um terremoto -, uma multidão de parentes das vítimas permanece no local. Muitos vasculham os escombros em busca dos corpos de seus filhos. Um mulher gritava desesperada enquanto procurava sua filha de 12 anos. Um membro da equipe de resgate contou que uma classe inteira morreu enquanto tinha aula de filosofia, com exceção de um aluna que foi ao banheiro pouco antes do acidente.

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