Donos de petroleiros defendem bloqueio contra piratas

Companhias de transporte de petróleo estão na Malásia, onde discutem medidas contra pirataria na Somália

AP

24 de novembro de 2008 | 09h26

Empresas de transporte de petróleo de todo o mundo pediram nesta segunda-feira, 24, um bloqueio militar na costa da Somália para interromper a ação de piratas na costa oriental africana e no Golfo de Áden. Os donos de petroleiros estão reunidos na Malásia, onde discutem ações contra os recentes seqüestros de navios. Veja também: Mapa de todos os ataques reportados Pirata da Somália se diz herói e detalha operações no ÍndicoO diretor da Associação Internacional de Donos de Petroleiros, Peter Swift, disse que uma ação mais forte - com apoio aéreo -é necessária para combater a escalada de pirataria nessa região do Oceano Índico. "A opção é colocar um bloqueio na Somália e interromper lanchas saindo da costa, ao invés de proteger todo o golfo de Áden", comentou Swift." O bloqueio não é fácil. Por isso a coordenação com navios militares é importante".Hoje em dia, navios de guerra patrulham grandes rotas marítimas. Alguns navios mercantes são escortados e outros são socorridos quando necessários. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tem quatro navios na região. A quinta frota dos EUA, baseada no Golfo Pérsico, e fragatas russas, indianas, dinamarquesas e malaias, também patrulham a costa somali. Cerca de 20 cargueiros navegam pela costa somali por dia, mas muitas empresas consideram desviar a rota para o sul da África para evitar os piratas. Isto implicaria em atrasos e em um aumento de 30% nos custos dos fretes, segundo Swift.A associação, cujos membros controlam 75% da frota mundial de petroleiros, se opõe a tentativas de armar navios mercantes. De acordo com Swift, a medida pode aumentar a violência e colocar a população em risco. A ação dos piratas aumentou nas últimas duas semanas. Oito embarcações foram seqüestradas, incluindo um megapetroleiro com US$ 100 milhões de óleo.Desde o começo do ano piratas atacaram 95 vezes na costa da Somália. Até agora, 39 navios foram seqüestrados e 15 deles ainda estão em poder dos corsários.

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