Donos vendem ações de TV crítica a regime

A Globovisión, única emissora de TV que se manteve crítica ao chavismo após a onda de assédio que resultou no fechamento do canal RCTV, em 2007, confirmou ontem que seus atuais proprietários venderam 80% das ações da empresa. O negócio, no entanto, só será concretizado após a eleição de 14 de abril.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2013 | 02h06

O comprador - não divulgado oficialmente pelos principais acionistas - seria o empresário Juan Domingo Cordero, dono da companhia de seguros La Vitalicia e ex-corretor da bolsa nos anos 90. Cordero foi proprietário do Banco Barinas e do Grupo Cordillera, que quebraram em 1994.

De acordo com funcionários da Globovisión, que pediram anonimato, Cordero mantém negócios com o governo chavista. As famílias Zuloága e Nuñez, que venderam suas partes na emissora, justificaram o negócio afirmando que a venda foi necessária para manter a Globovisión no ar e evitar demissões.

Multa. Os 20% restantes das ações estão em mãos do banqueiro Nelson Merzerhane, que teve seus bens bloqueados pelo governo em razão da falência do banco que ele presidia e não podem ser negociados.

Nos últimos anos, o canal tem sofrido várias sanções do governo por supostas violações da agência da regulamentação de mídia estatal. Em 2009, a Globovisión foi multada em US$ 2,3 milhões. / R.L.

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