Dornelles volta à Câmara para combater CPI

O ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, confirmou há pouco, por telefone, à Agência Estado, que está deixando o Ministério para retornar à Câmara e como deputado ajudar o governo na tentativa de impedir a instalação da CPI da Corrupção. Embora seja uma atitude isolada entre todos os ministros políticos, Dornelles disse que está disposto a enfrentar o desafio, e justificou que ao contrário de seus demais colegas de Ministério, sua suplente (cujo nome não se recorda), assinou o requerimento de instalação da CPI. "Vou reassumir a Câmara e já estou designado para a Comissão de Finanças", afirmou o ministro. A demissão de Francisco Dornelles do cargo de ministro do Trabalho não foi formalizada. "Não há uma carta de demissão. O assunto foi tratado em conversas com o presidente durante o dia de ontem", afirmou Dornelles. Na opinião dele, a CPI da Corrupção é um movimento político partidário da oposição "extremamente perigoso para a administração do governo, para reverter o processo de privatização das estatais e para criar dificuldades no processo de retomada do crescimento na geração de empregos". "Minha volta é um compromisso com a administração do presidente Fernando Henrique, e demonstra minha total discordância com a CPI", ressaltou Dornelles. "Vou desenvolver todo o meu trabalho para que esse movimento (CPI) não se materialize".

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