Tamir Kalifa/The New York Times
Tamir Kalifa/The New York Times

Doze Estados americanos apoiam último veto migratório de Trump

Coalizão formada por doze Estados pede que o Supremo Tribunal dos EUA mantenha a restrição 'para proteger a nação do terrorismo'

O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2017 | 04h29

AUSTIN - Uma coalizão formada por doze Estados e liderada pelo procurador-geral do Texas, o republicano Ken Paxton, apoiou nesta quarta-feira, 22, o último veto migratório apresentado pelo presidente americano Donald Trump, que impõe restrições a oito países.

Em um documento de amicus curiae (amigo da Corte) diante do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, os procuradores pediram que a Corte mantenha o último veto migratório de Trump "para proteger a nação do terrorismo" e assegurar que os oito países afetados  são "propensos" a ator de terror ou têm requisitos de segurança "inadequados".

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O texto apoia a medida de Trump depois de ela ter sido bloqueada pelo juiz federal do Estado de Maryland, Theodore Chuang, ao considerar que o discurso do presidente americano poderia discriminar uma minoria religiosa e, portanto, violar a Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade nesse âmbito.

A Coreia do Norte e a Venezuela não foram inclusas na decisão do juiz porque, nesses países, quase não há muçulmanos e, por isso, não se pode provar que Trump busque discriminar uma minoria religiosa, como ocorre nas demais nações com maioria muçulmana, como Irã, Líbia, Síria, Iêmen, Somália e Chade.

"Através da última proibição de viagem, a administração Trump tomou medidas significativas e de sentido comum para melhorar os procedimentos de investigação e segurança nacional vitais para proteger o país do terrorismo", disse o procurador Paxton em um comunicado. "Esperamos que o Supremo Tribunal decida que a proibição de viajar e legal e constitucional e deve aplicar-se em sua totalidade", acrescentou.

Além de Paxton, os procuradores-gerais do Alabama, Arizona, Arkansas, Carolina do Sul, Flórida, Kansas, Luisiana, Missouri, Ohio, Oklahoma e Virgínia Ocidental, todos republicanos, assinaram o documento judicial. /EFE

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